Perceval - ou O Romance do Graal

    Chrétien de Troyes

    Polar Editorial
    2017
    216 páginas
    7h 12m
    ISBN-13: 9788586775291
    Português Brasileiro

    Esta obra Perceval ou o Romance do Graal, de Chrétien de Troyes (1135-1183), foi publicada na França, em Francês antigo, no fim do século XII e exerceu uma influência enorme sobre a cultura e a literatura européia medieval. É importante destacar que se trata do primeiro texto a falar do Santo Graal: tudo o que foi escrito em seguida a respeito desse cálice sagrado, inclusive o Parzival Wolfram_von_Eschenbach uma das obras mais importantes da literatura medieval alemã -, tem como referência esta obra fundadora de Chrétien de Troyes. A data exata de sua publicação é incerta, mas a maioria dos medievalistas aponta para o ano de 1180. Quinto romance escrito pelo autor, esta obra é dedicada ao conde Filipe de Flandres, protetor de Chrétien, e relata as aventuras de dois cavaleiros: Perceval e Gauvain. Chrétien de Troyes é considerado o fundador da literatura arturiana e dos romances de cavalaria. Suas obras principais, além do Perceval, são: Érec e Enide, Clinges ou a Falsa Morte, Lancelot ou o Cavaleiro da Charrete e Yvain ou o Cavaleiro do Leão. Na presente edição brasileira, mantivemos a totalidade do texto original de Chrétien de Troyes, a partir da edição francesa da Gallimard, realizada em 1974.

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    Matheus Azeredo Prado17/07/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O Grande Mistério do Ocultismo

    Essa obra é muito inspiradora e possui uma conexão verdadeiramente energética, espiritual, que por meio das alegorias consegue transmitir um toque de Luz àquele que a lê, e ao fazer isso, atinge o seu objetivo, que é transmitir o espírito da Cavalaria. Agora, além disso, é interessante fazer algumas considerações, pois o curioso desse livro é que ele é aparentemente inacabado, ele não possui um fim. Mas, como é um romance esotérico, pode ser que o autor tenha optado por fazer assim, sei que existe um antigo costume sufi de não apresentar o final de uma história mitológica, para que a própria pessoa possa dar a ela um final, e nesse processo de elaborar um final para a história, a pessoa cresce espiritualmente. Mas há também um outro motivo pelo qual o autor pode não ter escrito um final, porque os rumos em que a história estava tomando, levariam para um clímax que revelaria todo o mistério por trás do Graal, da Lança que sangrava, do Castelo das Maravilhas, e todas as tramas que amarravam isso tudo, entretanto, esse mistério é o "grande mistério" do Ocultismo, e como tal, não pode ser revelado de forma nenhuma, nem por romances nem por manuais de filosofia, só pode ser revelado por meio da vida e da Iluminação, e portanto o autor pode ter considerado, por respeito, não dar nenhum final à obra. Mas sem dúvida, isso deixa a obra ainda mais misteriosa, e por ser assim, nos remete ao próprio mistério que a obra pretende sugerir, então como um clássico livro esotérico, mesmo ocultando, ela sugere e acaba por revelar algo, resta ao leitor saber fazer a "leitura" dessa revelação.

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