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    Os Novos trajes do Imperador -

    Hans Christian Andersen

    Kuarup
    1987
    32 páginas
    1h 4m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.1
    17 avaliações
    Leram47Lendo2Querem14Relendo1Abandonos0Resenhas0
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    Um imperador havia, cuja preocupação ou mania era a de vestir sempre roupas novas. A cada hora do dia, trocava de roupa e vivia diante do espelho, pavoneando-se com um novo traje. Um belo dia, apresentaram-se na corte dois velhacos, dizendo que sabiam tecer uma fazenda maravilhosa com a virtude de tornar-se invisível as pessoas estúpidas. "Muito bem!" pensou o imperador. "Só assim poderei distinguir os meus súditos inteligentes dos tolos." Em seguida, ordenou aos dois que lhe confeccionassem uma roupa de cerimônia com o maravilhoso tecido. Os malandros puseram-se diante de um tear e fingiram que estavam tecendo. E ali passavam todas as horas do dia. Enquanto isso, iam pedindo ao imperador, sempre crédulo, ouro e preciosas sedas para a confecção do traje, mas guardavam tudo para eles. Os dignitários que o rei mandava, de quando em quando, para verificarem como ia correndo o trabalho, mostravam-se entusiasmados com o magnífico tecido e o próprio imperador, que uma vez foi ver o trabalho, repetiu, muitas vezes: "Esplêndido! Magnífico!" Mas, intimamente, estava muito aflito, porque, realmente, nada tinha visto. Tanto ele como os cortesãos sabiam que a fazenda era invisível para os tolos e não lhes convinha passar por bobos ou estúpidos, asseverando que não viam pano algum. Afinal, uma bela manhã, os impostores quiseram, eles próprios, vestir o novo traje no rei, pois diziam-lhe que estava pronto. O pobre monarca fingia admirar-se perante o grande espelho, enquanto os cortesãos se desfaziam em elogios e exclamações. Então, o imperador resolveu apresentar-se ao povo e, quando se encaminhou para as ruas da cidade, sob o seu pálio, todos os súditos se desfaziam em louvores aos belos trajes do soberano. De repente, porém, uma inocente criança exclamou: "Pois a mim me parece que o imperador não tem roupa nenhuma!" A ousada afirmação foi repetida em voz baixa pela multidão e chegou aos ouvidos do próprio imperador, que ficou mortificado porque, em seu íntimo, achava que o menino tinha dito a verdade. Não obstante, continuou o seu caminho por entre o povo, enquanto seus pajens carregavam, com muito garbo, uma enorme cauda, que não existia ...

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    Hans Christian Andersen profile picture

    Hans Christian Andersen

    Hans Christian Andersen era filho de um sapateiro e sua família morava num único quarto. Apesar das dificuldades, ele aprendeu a ler desde muito cedo e adorava ouvir histórias. A infância pobre deu a Andersen a chance de conhecer os contrastes de sua sociedade, o que influenciou bastante as histórias infantis e adultas que viria a escrever. Em 1816, seu pai morreu e ele, com apenas 11 anos, precisou abandonar a escola, mas já demonstrava aptidão para o teatro e a literatura. Aos 14 anos, Andersen foi para Copenhague, onde conheceu o diretor do Teatro Real, Jonas Collin. Andersen trabalhou como ator e bailarino, além de escrever algumas peças. Em 1828, entrou na Universidade de Copenhague e já publicava diversos livros, mas só alcançou o reconhecimento internacional em 1835, quando la

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    Hans Christian Andersen