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    O Ofício de Engordas as Sombras -

    Bruno Gaudencio

    Sal da Terra
    2009
    70 páginas
    2h 20m
    ISBN-13: 9878598035734
    Português Brasileiro
    3.5
    8 avaliações
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    Bruno Gaudêncio, poeta dos bons! Trazendo seu primeiro livro. Escrevendo suas idéias em versos que o definem como um poeta com futuro promissor. Selmo Vasconcelos - Escritor Carioca. Os versos deste poeta da Parahyba do Norte são pássaros líricos que insistem em voar na paisagem inóspita da contemporaneidade, tão impregnada de ritmos que desconsideram, desprezam mesmo, a condição humana. José Inácio Vieira de Melo – Poeta e Jornalista Alagoano. Preocupei-me mais em encontrar poemas que justificassem um livro. E fiquei feliz porque os encontrei. Você tem momentos muito bons, onde o domínio da palavra revela um poeta que está disposto a transgredir-se. Lau Siqueira – Poeta Gaúcho. Bruno Gaudêncio, neste livro com que se inicia na seara da produção poética, parece ancorar-se no porto daqueles para quem a poesia é, antes de tudo, cálculo, meditação e planejamento do ser nas malhas efetivas da linguagem. José Mário da Silva – Crítico Literário Paraibano Seu inquietante versejar, mesmo sendo um jovem poeta, já aponta para um cuidado com a arquitetura da linguagem. Sebastião Costa de Andrade – Poeta e Professor Paraibano. Seu livro é coeso, coisa difícil em livros de estréias, e isso é bom para ser reconhecido dentro de um epíteto: equivale a alguém ler um texto e saber que ele é seu. Ter autoria nas entrelinhas e não no final da página. Samelly Xavier – Poeta Paraibana

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    Antonio Maranganha29/08/2010Resenhou um livro
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    O Esteta Estilizado do Niilismo

    No Agosto das Letras tive a sorte de conversar, entre alguns nomes importantes para a literatura brazuca, e com alguns locais, paraibaníssimos, que prometem muito nos gêneros que se propuseram a trabalhar. Como disse uma vez o meu amigo Jairo, a Paraíba é prolífica em produzir bons poetas, a começar por Augusto dos Anjos. Mas eis que um deles, o poeta campinense Bruno Gaudêncio, conseguiu me deixar cabisbaixo e pensativo em sua primeira publicação. Obviamente, ninguém consegue ser bom de primeira, e confesso que alguns de seus poemas, quando li, senti que poderiam ser melhor trabalhados, ser mais concisos ou ter uma linguagem mais aprofundada. Não que já não o fossem, mas trata-se da obra de entrada de um poeta no curral da literatura. Como o próprio disse em sua dedicatória em caneta avermelhada: "Para o escritor Félix, estes meus versos inaugurais". Ele está certo, são versos inaugurais, ninguém precisa entrar chutando a porta numa entrada triunfal. Aparecer discretamente e sentar no canto do salão esperando o melhor momento também serve. Completando a frase de Jairo, acredito que não é a Paraíba que está, ultimamente, produzindo bons poetas, mas Campina Grande, que pariu nomes como Jessier Quirino, Bráulio Tavares e Fernando Silveira, por que não geraria também Bruno Gaudêncio? Quando li o livro O Ofício de Engordar as Sombras, percebi um estilo que se aproximava em muito dos grandes poetas da Segunda Geração do Romantismo, como Lord Byron, Álvares de Azevedo e Edgar Allan Poe. Por vezes, senti a presença do estilo de Arthur Rimbeau e Paul Verlaine. Bruno Gaudêncio conseguiu transpor para a poesia algo que desde muito está em desuso no mundo da arte literária: o sentimentalismo. Mas é o sentimentalismo romântico? Óbvio que não, pois o mesmo é produto de um contexto em que existiu o Romantismo. Diria eu que trata-se de um sentimentalismo estético, intencional. Vão por mim, passe duas horas conversando com ele, e você perceberá que ele tem plena consciência daquilo que faz. Além do sentimentalismo, o poeta lança mão da liberdade poética de criação, alternando versos bem trabalhados com outros, em que se percebe um mal acabamento. É algo que já vi lendo Carlos Drummond de Andrade e Oswald de Andrade. Estruturações assim geram um efeito semelhante a uma onda linguística, como na série Danações, dedicado a três poetas paraibanos: Rinaldo de Fernandes, André Ricardo Aguiar e Astier Basílio. Há uma alternância clara entre versos imagéticos e versos com linguagem comum. É uma memória residual da fala cotidiana e, ao mesmo tempo, uma transversalidade da linguagem poética. Apesar desses traços Romântico-Impressionistas, Bruno Gaudêncio vale-se de recursos estéticos mais recentes, mais típicos da forma de fazer poesia no final do século XX. A concisão na linguagem é clara na maioria de seus poemas, concisão não alcançada pelos representantes de escolas anteriores. Além disso, a imagética simples e prosaica prende o leitor, transforma Bruno em um rabiscador de imagens longas, concentrando o efeito poético não em uma combinação de palavras, mas num decorrer do próprio poema. É um livro que recomendo para a leitura e, ao mesmo tempo, recomendo acompanhar a carreira de Bruno Gaudêncio. Vejamos no que dá. Ele levantou minha orelha, levante a sua também! (publicado também no http://assassinador.blogspot.com).

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    Bruno Rafael de Albuquerque Gaudêncio

    Escritor, jornalista e historiador. Mestre em História pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).Graduado em Jornalismo e História pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Autor dos livros: O Ofício de Engordar as Sombras (Poemas, Sal da Terra, 2009, Cântico Voraz do Precipício (contos, Via Litterarum, 2011), Acaso Caos (poemas, Ideia, 2013), Memorial da Indústria: a História da Bentonit União Nordeste (Ensaio, SESI-PB, 2013) e Inventário Lírico da Rainha da Borborema (Antologia, A União, 2014). Co-Editor da Revista Eletrônica de Literatura Blecaute.

    3 Livros
    5 Seguidores
    Paraíba, Brasil

    Bruno Rafael de Albuquerque Gaudêncio