A moça caminha alada sobre as pedras de Paraty
"Quando durmo sonho quando acordo corro atrás dos meus sonhos e acordado vejo a cidade dormir e dormindo a cidade sonha e nesse sonho a gente caminha sem pressa." Entre sonhos e devaneios, caminhamos rumo a uma trajetória de encontros, e às vezes desencontros, de um amor à primeira vista. Após avistar aquela que caminha alada sobre as pedras de Paraty, o poeta teve certeza; com apenas um olhar, a moça arrebatou seu coração e passou a habitar os seus sonhos, se fazendo exclusiva em sua mente, até se tornar única em sua vida. Mas nem só de encantamentos vive um homem apaixonado. A realidade, na maioria das vezes, é dura, ainda mais quando as obrigações do dia a dia contrapõem os jogos de sedução e a solidão em tempos de escuridão resultam no exílio. É diante de tantas intempéries que o autor se questiona: até quando uma história de amor pode resistir? Através de um texto disforme que tudo diz, o narrador nos induz a entrar em sua mente e enxergar o mundo com os seus olhos. E é nessa montanha russa de palavras que temas como perdas, saudade, amor e reencontros ganham cores e formas. Nesta mescla de gêneros textuais, Vitor exalta um misto de realidade sensível com a estética pós-modernista e o resultado vai além da escrita poética e da construção de um texto fora dos padrões: o que temos aqui é a personificação dos sentimentos humanos. Então, se além de ler, você gosta de sentir o livro, essa dica é para você!



