Os Gatos Negros de Londres começa com um enredo que, à primeira vista, parecia muito promissor. A proposta mistura mistério, atmosfera sombria e a sensação de que havia algo importante a ser revelado sobre os estranhos gatos que rondam Londres. Era uma ideia forte, com potencial para entregar uma história envolvente e cheia de descobertas.
No entanto, conforme a leitura avança, o livro acaba não sustentando essa promessa inicial. Apesar de ter um enredo bom e interessante, a narrativa se perde em muitas enrolações e prolongamentos desnecessários. Certas partes são estendidas além do necessário, o que tira o ritmo, desfoca o leitor e faz com que a história perca força ao longo do caminho. Em vez de evoluir, a trama parece estacionar — e, com isso, o impacto do que poderia ser revelado simplesmente se dilui.
Por conta desse ritmo lento e da sensação constante de que a história estava se estendendo sem necessidade, a leitura não conseguiu me prender. Foi uma experiência bem pacata, parada, e confesso que precisei me esforçar bastante para chegar ao final.
No fim, dou nota 2,5. Embora a ideia inicial fosse boa, a execução acabou tornando a leitura cansativa. Não é um livro que eu recomendaria, especialmente para quem busca algo envolvente ou que mantenha o interesse do começo ao fim.