Tenho lido a fase da Liga da Justiça do Morrison pela Saga da Liga, e ao invés de ler o volume 8, optei por pegar as edições mais completas da Eaglemoss para me aprofundar mais na tão falada DC Um Milhão, e não me arrependi nem um pouco!
Nesse primeiro volume somos apresentados à Legião da Justiça A e junto dela todos os conceitos futuristas do século 853: Vírus Tecnorgânicos, Solaris, Dinastia Superman, Superman Primordial, etc etc. É incrível como nessa saga Grant Morrison (e outros escritores) exploram bem as possibilidades de futuro, trazendo uma realidade muuuuito distante da nossa, mas que não parece apenas um número gigante no futuro. Morrison toma cuidado para criar toda uma mitologia para os heróis que ali vivem e toda a construção de mundo que levou àquele futuro, considerando inúmeros acontecimentos e gerações ocorridas entre o século 20 e 853.
Nesse volume, além da história principal, somos apresentados a alguns tie-ins que mostram como os heróis do futuro estão lidando com o fato de estarem presos à realidade atual, bem como a ameaça que trouxeram junto com eles: um vírus tecnorgânico que em 24h vai acabar com a população terrestre! Para ajudar, a única solução de deter essa ameaça a tempo é criando Solaris, um Sol super vilão do futuro que rivalizou inúmeras vezes contra os heróis e que no final das contas armou todo o plano para ser criado no passado. É um clichê de viagens no tempo que funciona muito bem dada à construção de universo e peso de personagens aqui presentes.
Esse primeiro volume é divertidíssimo e os tie-ins focam sobretudo na realidade presente, exceto os últimos dois, mostrando a insana invasão de Batman e Robin (o robô prodígio) invadindo o planeta prisão Arkham. É muito legal de se ler! DC Um Milhão mostra nesse primeiro volume porque é tão lembrada como uma das melhores sagas da DC da década de 90.