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    O Falso Marido (Momentos Intimos #009) - <i>(For The Thrill Of It)</i>

    Patricia Ryan, P.B. Ryan, Pamela Burford

    Nova Cultural
    1996
    125 páginas
    4h 10m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.9
    26 avaliações
    Leram41Lendo0Querem17Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos2Desejados17Avaliaram26

    Qual o limite para um desafio? Clay Granger adorava viver perigosamente. Assim, não hesitou em ajudar a amiga Isa a resolver um grande “problema”. Além do mais, uma esposa de mentira era exatamente do que ele precisava para ficar livre da pressão dos amigos, que insistiam em arranjar-lhe companhia.. Isa Fabrione estava grávida! Abandonada pelo noivo, só tinha uma pessoa a quem recorrer: Clay, seu melhor amigo, o solteiro mais charmoso e desejado da cidade. Ele faria qualquer coisa por um desafio, até mesmo se casar. Desde que fosse tudo uma farsa.

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    Rai Faery  picture
    Rai Faery 30/10/2025Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Tinha tudo pra surpreender, mas tropeçou...

    Antes de mais nada, quero começar dizendo que essa história é mediana. Ela não parece ter muito a ver com o rótulo “Momentos Íntimos”, porque é bastante doméstica — a paixão avassaladora é praticamente secundária diante do que a autora realmente busca: desenvolver um casal focado na construção de uma relação e de um lar. Geralmente, esse tipo de livro vende algum modelo de relacionamento idealizado, onde o mocinho seria o “homem perfeito” segundo um padrão desejado pela maioria. Mas, na prática, o que se encontra em boa parte dessas histórias são romantizações de dinâmicas tóxicas e protagonistas masculinos insuportáveis. Você pode topar com: – um grego que trata mulher como capacho, pisa, humilha, e ainda quer ser amado; – um espanhol arrogante; – um sheik sequestrador que só te ganha na base da Síndrome de Estocolmo; – um sulista norte-americano grosso, que acha que ser tsundere é charme; – ou um contador/advogado emocionalmente incompetente, tratando a relação como contrato onde cada um cumpre um papel e pronto. Ou seja: relações rasas, envolvimento rápido e entrosamento sexual instantâneo. Mas por que eu leio isso, sabendo da fórmula? Porque eu gosto de ser surpreendida dentro do que já conheço. Esse tipo de surpresa é rara — mas acontece. E essa história tinha tudo pra ser um desses casos... até os capítulos finais me fazerem mudar de ideia. --- Nesse livro, somos apresentados a Clay, um cara bonito, rico, bem-sucedido, amante de esportes radicais, criado sem atenção nem presença dos pais. Ele teve um casamento curto — a esposa morreu cedo — e desde então sofre pressão dos amigos pra encontrar uma nova companheira. Isa, sua futura parceira, tem a vida bem mais complicada: por causa de um ex canalha (que se envolveu com ela enquanto era noivo de outra há três anos), acaba grávida e sem teto. Pra completar, o sujeito ainda manda o clássico “resolva o problema dessa criança”. Desempregada e sem apoio, ela se ver sem saída a não ser voltar pra família tradicional e conservadora — cujo pensamento é que uma mulher “deve casar” se estiver grávida. Nessa confusão, Clay enxerga na situação de Isa uma saída pra ambos: propõe um casamento de conveniência. Ele se livra da pressão social e das mulheres interessadas, e ela ganha estabilidade, teto e suporte emocional. Como já eram amigos há vinte anos, não partem do zero — mas essa antiga paixão juvenil nunca é de fato mencionada no enredo (só quem lê sabe). --- Clay se apega cedo à Isa porque, de certa forma, encontra nela o que sempre lhe faltou: a sensação de lar. Com o tempo, dá pra notar que ele muda — e não necessariamente pra melhor. O homem seguro do início dá lugar a alguém que busca na Isa uma âncora emocional. O que começa como uma relação que poderia ser madura — com diálogo direto, sem invasão e com respeito às incertezas de cada um —, vira uma troca de inseguranças. Clay gosta do que constrói com Isa e não quer perdê-la, mas, em vez de sustentar isso com a mesma firmeza do começo, resolve “mudar por ela”. Tirando o comportamento arriscado dele com esportes perigosos, Clay não tinha grandes falhas de caráter. Mas essa tentativa de provar seu valor, de mostrar que “merece o investimento”, é cansativa de ler. Ele era ótimo no cotidiano; já a Isa, ao pedir “provas de amor”, infantiliza a relação. Se a pessoa está presente e coerente no dia a dia, o que mais precisa provar? A autora tenta vender a ideia de que Clay é “um conquistador incorrigível”, mas isso também não faz sentido. Isa o conheceu assim — solteiro. Ele nunca traiu a esposa que morreu, nem a enganou. As conquistas dele aconteciam quando estava livre, e, mesmo durante o casamento de fachada, ele não se envolveu com ninguém, embora pudesse. Isa, que começa traumatizada mas lúcida, passa a duvidar do caráter dele sem base nenhuma, e insiste em “provas de amor” como se sentimento fosse moeda de troca. --- Ao invés de Clay lidar com essa insegurança deixando os fatos falarem por si, ele cai na paranoia dela e tenta provar seu valor a todo custo. Não faz sentido. Depois, acontece algo que muda a dinâmica — o fator que unia os dois no casamento —, mas a autora passa por isso rápido demais, focando no desejo de Clay de ser “o homem que Isa deveria manter”. Pra completar, surge um subenredo desnecessário entre a tia de Isa e um ex traidor, usado pra justificar por que Isa deveria dar uma chance a Clay. É um paralelo sem pé nem cabeça. O final? Corrido, com lacunas, e o casal que parecia maduro vira o oposto nos capítulos finais. A história não é ruim, mas também não entrega o que prometia. Um livro curto, de leitura leve, porém mediano — e que podia ter sido muito mais.

    2 curtidas

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    Avaliações

    3.9 / 26
    • 5 estrelas38%
    • 4 estrelas27%
    • 3 estrelas31%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas4%
    Patricia Burford Ryan profile picture

    Patricia Burford Ryan

    25 Livros
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    Novo México, Estados Unidos

    Patricia Burford Ryan