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    Nos Lábios do Abismo. -

    Dylan Ricardo

    Editora Coerência
    2019
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-13: 9788553271719
    Português Brasileiro
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    Em forma de poemas, pesam às páginas desta obra os grilhões dos mais diversos e angustiantes sentimentos. Aqui, você encontrará textos reflexivos, ultrarromânticos e decadentistas aos moldes de épocas pretéritas. Este livro é um diário de emoções partejadas pelo abismo do amor e da desesperança.

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    Gustavo Cabral Barberá22/07/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Resenha do livro "Nos lábios do abismo"

    Título Original: Nos lábios do abismo Autor: Dylan Ricardo Ano: 2019 Editora: Coerência Páginas: 130 Livro gentilmente cedido pela editora. Irreverente, sombrio e introspectivo. É o que se pode dizer de “Nos lábios do abismo”, do autor Dylan Ricardo. Se trata de uma coletânea de poesias, mas em um sentido mais dark e angustiantes, que tocará a alma do leitor de forma perturbadora e instigante. São poesias que mesmo sendo da forma que descrevi, fazem o leitor refletir após sua leitura, há momentos em que parece que o próprio livro lamenta com seus textos e nos geram os mais tipos de sentimentos que existem. O autor abusa das figuras de linguagem, das palavras românticas encaixadas sutilmente em seus textos melancólicos e quando menos se espera, a mesma termina lamentando de uma dor que parece não passar nunca. “Rompe-se o ducto da pressionada artéria e o tíbio elixir carmesim nela represado vertiginoso dentro do crânio é alforriado em festiva e homicida cachoeira deletéria”. A interpretação de cada poema aqui presente, irá depender do ponto de vista do leitor, pois cada um sentirá a essência de cada linha escrita, pois são textos bem subjetivos e que nos faz conversar com eles, nos fazendo senti-los profundamente. Gostei demais do lado sombrio da poesia escrita pelo autor, para quem gosta de histórias de terror, pode-se dizer que tem como ler poesias, pois nem todas são românticas e aquecem nosso coração, mas nos deixam mais perturbados do que já estamos. É incrível a forma de como elas foram trabalhadas com esse intuito. “Conserva-se o amor sendo infindo pelo tempo que oculta seus danos. Seja por horas, dias, meses ou anos é eterno enquanto segue existindo”. E se não conhecia essa obra e ficou curioso (a), não deixa de conferir “Nos lábios do abismo” e jamais verá uma poesia como algo de dia dos namorados ou afim, a não ser que seja dia dos namorados macabro, aí sim, tudo se encaixará perfeitamente.

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    Dylan Ricardo

    Dylan Ricardo, brasileiro da cidade de Recife, mas, cidadão do mundo. Viveu na Palestina e em Montreal, Canadá, país do qual obteve cidadania. Em viagens aos EUA, Portugal, Inglaterra, Cuba e Cabo Verde, bem como pelo interior de sua terra, Brasil, buscou inspiração para futuras obras, as quais hoje escreve dedicadamente pelas madrugadas. Insone contumaz, da noite colhe dolorosas memórias, que são utilizadas como inspiração para seus escritos. Escritor e poeta, é autor das obras Mil Poemas e um Suicídio (este com cem sonetos e um conto), Contos noturnos (com dez contos de terror) No Zênite da Insanidade, Asas de Pedra, Do Inferno e Estado Terminal, todos com poemas de inspiração gótica e ultrarromântica nos quais descreve liricamente trajetórias existenciais abarrotadas de desânimo, decepções e sonhos destruídos. Trazendo reflexões ao leitor sobre a sua própria existência, seus desejos e atos praticados. Muitos desses poemas tornaram-se crônicas do cotidiano de uma personalidade insatisfeita, realista e questionadora, por se referirem a assuntos voltados ao relacionamento humano, às lembranças e à efemeridade da vida. Além de dedicar-se no momento a outros livros de poesias, enveredou também por contos voltados ao horror, ao sobrenatural e às peças de teatro. Seu interesse e sombria necessidade de investigar os insanos hábitos humanos o levaram a aprofundar-se não só em estudos de filosofia e psicologia, mas na própria literatura. O que lhe auxiliou bastante na descoberta de seu estilo. E assim, utilizando sua experiência de vida somada à técnica adquirida pelas contínuas leituras, desenvolveu seus escritos. Filho de musicistas, pai maestro, compositor e violinista e mãe violoncelista, sempre esteve ligado às artes desde a infância. Quando criança frequentava, levado por seus pais, aos ensaios da Orquestra Sinfônica de Recife, que ocorriam no Teatro de Santa Isabel. Localizado em sua cidade. Apesar de viajar por outras terras, o que lhe atrai é transitar pela região intensa do sentimento. Da psique autoagressiva dos retraídos. O ser e suas incertezas emocionais, as imperfeições de suas escolhas e a devastação psíquica delas decorrente. Absolutamente fascinado por Byron, Verlaine, Baudelaire, Rimbaud, Keats, Shelley, Mallarmé, Álvares de Azevedo, Augusto dos Anjos, As irmãs Brontë, Jane Austen, Edgar Allan Poe, dentre tantos, mescla estilos, dependendo da fase em que se encontre. Vai desde a morbidez do "Mal do século" até o cru realismo contemporâneo derivado da desesperança e da certeza da transitoriedade.

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    Pernambuco, Brasil

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