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    Poemas De Natal -

    Joseph Brodsky

    Ayine
    2019
    165 páginas
    5h 30m
    ISBN-13: 9788592649586
    Português Brasileiro
    3.6
    27 avaliações
    Leram30Lendo1Querem37Relendo0Abandonos1Resenhas5
    Favoritos1Desejados37Avaliaram27

    “Desde que comecei a escrever poesia a sério — ou mais ou menos a sério —, tentei compor um poema a cada Natal, como uma espécie de mensagem de congratulação. Muitas vezes perdi a oportunidade, deixei escapar. Uma ou outra circunstância me impediu”. Assim, em uma entrevista dos anos noventa, Joseph Brodsky relembra seus Poemas de Natal, dezoito no total. Trinta e três anos dividem os primeiros versos dos últimos, escritos em 1995. Nos anos sessenta e setenta, os poemas natalícios são variações fantásticas, rabiosamente amargas, melancólicas, divertidas, inspiradas na festividade, mas quase liberadas da recorrência concreta. Como 24 de Dezembro de 1971: “Somos todos, no Natal, meio Reis Magos./ Nas mercearias, lama e aglomeração. Por umas latas de doce com gosto de café/ dá-se o assédio a um balcão/ por um monte de gente toda empacotada: cada um é ao mesmo tempo rei e camelo”. Nos anos oitenta a guinada, que é ao mesmo tempo temático e estilístico: justamente o evento da Natividade, um milagre que se repete pontualmente e ilumina o nosso destino, se faz espelho de uma reflexão sobre o tempo, a solidão e o amor que tem a leveza irônica de uma sonata mozartiana: Não importa o que havia em volta, e não importa/ se a tempestade uivando se estendia no profundo,/ se o espaço campestre era apertado/ e se não havia para eles outro lugar no mundo./ Primeiro, eles estavam juntos. Segundo,/ e principal, eles eram três e, doravante,/ tudo o que se fazia, regalava ou cozia,/ no mínimo, por três se dividia.

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    Sandrina Souza  picture
    Sandrina Souza 25/12/2020Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Poemas de Natal

    18 poemas de Joseph Brodsky, poeta russo e ganhador do prêmio Nobel de Literatura em 1987. ⁣ ⁣ Essa edição linda, contém poemas na língua original, russo, e poemas vestidos para o inglês pelo próprio Joseph Brodsky, além de uma entrevista, relembrando seus poemas. "Desde que comecei a escrever poesia a sério ― ou mais ou menos a sério ―, tentei compor um poema a cada Natal, como uma espécie de mensagem de congratulação. Muitas vezes perdi a oportunidade, deixei escapar. Uma ou outra circunstância me impediu". ⁣ ⁣ "No céu gelado, inclinada sobre o abrigo,⁣ como acontece ao grande perante o pequenino, ⁣ brilhava a estrela - e não tinha aonde fugir⁣ pois o olhar do menino tinha que seguir. ⁣ ⁣ O fogo ardia, os copos se apagavam;⁣ todos dormiam. A estrela das outras distinguia-se⁣ não tanto pelo excesso do brilho incessante,⁣ mas pelo dom de tornar próximo o distante."

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    Iosif Aleksandrovich Brodsky (Iosif Brodskii)

    Escritor norte-americano de origem russa, nascido em Leningrado, em 1940. Prêmio Nobel de Literatura de 1987, destacou-se pelo lirismo de seus poemas. Iniciou sua trajetória literária em 1958, publicando seus poemas em revistas clandestinas. Perseguido e preso na década de 1960, foi condenado a um campo de trabalho no norte da Rússia. Expulso de seu país em 1972, foi para os Estados Unidos, onde começou a traduzir a sua poesia para o inglês e a escrever nessa língua. Morreu em Nova York, em 1996, sem ter voltado ao seu país natal, onde sua obra só foi publicada em grande escala após o fim da União Soviética, em 1991.

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    Iosif Aleksandrovich Brodsky (Iosif Brodskii)