O que eu esperava deste livro era entender como eu poderia proporcionar às minhas filhas um bom relacionamento e uma boa amizade durante a vida, mas o livro, como o subtítulo deixa evidente, foca mais nos momentos de conflito.
O livro trás técnicas para amenizar os danos dos conflitos, e isso, para mim, foi bem decepcionante, pois eu esperava que as autoras dessem ferramentas para diminuir as brigas e as disputas, e não somente como intervir quando elas acontecerem.
Além disso, tem muitos trechos, principalmente no início do livro, ali antes da metade, que as técnicas apresentadas quase me fizeram abandonar a leitura. Coisas do tipo "ao invés de bater no seu irmão, use as palavras para falar como está com raiva (e então a criança tem liberdade de usar, inclusive, palavras feias e xingamentos); vá para o quarto e faça um desenho bem feio dele e depois mostre para ele (que??? mais ofensa?); bata num objeto, como num travesseiro e pode imaginar que é o seu irmão (como assimmmm?).
Mas confesso que foi muito bom não ter abandonado a leitura aí. Simplesmente escrevi ali no livro mesmo todas as minhas impressões e os contras dessas práticas e avancei na leitura. Após a metade do livro, são apresentados alguns temas muito relevantes, como a comparação entre irmãos, amar a cada um de forma individual e não só repetir aquele discurso "amo todos os meus filhos de forma igual" (e demonstrar isso a eles), pois, poxa! quem gosta de "ser igual"? Todos queremos ser únicos, mesmo em meio à uma multidão. Ajudar os filhos a entenderem que eles podem ser melhores e que os pais realmente enxergam o BEM neles, como fomentar no coração da criança - e no cérebro - que o compartilhamento é bom.
Enfim, o livro trás alguns conselhos permissivos demais, uma educação positiva de uma forma que eu não sou nada adepta, mas também trás algumas técnicas muito válidas e inteligentes para a resolução de conflitos e a harmonia familiar.