Le vene aperte dell'America Latina

    Eduardo Galeano

    Sperling & kupfer
    2017
    384 páginas
    12h 48m
    ISBN-13: 9788820096915

    «Le grandi opere letterarie come questa risvegliano la coscienza, riuniscono le persone, interpretano, denunciano e provocano cambiamenti.» dalla Prefazione di Isabel Allende

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    Murilo15/06/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Quando um livro que descreve os abusos de países imperialistas é banido, podemos saber que o livro é bom, ou pelo menos tem algo interessante a contar. Em “As veias abertas da América Latina”, Eduardo Galeano, em meados dos anos 70 em Montevidéu, registra na forma desse livro a história que, como gosto de dizer em minhas resenhas, não é contada na escola. É fácil tentar colocar a culpa do subdesenvolvimento de países latino-americanos, com solos férteis e ricos em minerais e petróleo, na corrupção interna ou até mesmo na “vagabundagem” da população. Mas, em uma análise mais profunda das raízes do problema, vemos que nenhuma atuação dos países imperialistas tem boa ação envolvida. Não foram 10 ou 100 anos de exploração, mas sim mais de 5 séculos com consequências incalculáveis, rastros de destruição e muito sangue jorrado, de veias essas que até hoje continuam a sangrar sem parar. Uma política que privilegia poucos, uma pequena classe dominante responsável por manter a estrutura favorável à usurpação em favor dos países imperialistas. A acumulação que segue até os dias de hoje, a qual vem traçando cada vez mais o colapso do capitalismo, deixando rastros por todos os cantos de um capitalismo tardio, já era analisada por Marx em seu primeiro livro, onde ele descreve que o início desse capitalismo feroz na América Latina se sustenta por cima de muita exploração escrava e acumulação de capital. Fatores que contribuem para esse ambiente perfeito de exploração e acúmulo de capital são, segundo Engels, a grande concentração de força de trabalho. Livro impactante que, sem dúvida, após a leitura, acende aquela chama de revolta contra o sistema. Como diz o livro, para que a América Latina possa renascer, é necessário começar com a queda dos “patrões”, país por país. Finalizo com a frase que mais me marcou desse livro: “La historia es un profeta con la mirada vuelta hacia atrás: por lo que fue y contra lo que fue anuncia lo que será.”

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