Um soco no estômago
Não parei de atazanar mamãe quando vi a sacola de mulheres modernistas da Cosac &Naify. Como ela não nega livros de presente, ganhei de presente de 8 de Março (minha mãe não é linda?) essa sacola. Na promoção ainda vinham, com estes todos, os contos completos da Flannery O'Connor e, tcharam, "Três Vidas", da Gertrude Stein. Pela bagatela de uns R$100 reais na época. Lindo, hein? O livro da Stein era o menorzinho, fora os da Marguerite, e fiquei bem curiosa com a foto dela. Sei lá. Acho que simpatizei. E aí resolvi ler primeiro. Foi um soco no estômago. Porque assim é Gertrude, que deu nome-homenagem a uma de minhas gatas. A escrita é pesada sem ser dura, sem ser lenta, sem ser calustrofóbica (porque né, tem aqueles textos que me fazem sentir num porão minúsculo fechada e sem ar). Feministíssima, em Três Vidas ela conta, bem, três vidas. De três mulheres. Da tragédia. Da dor. Dos sentimentos mais profundos, das pessoas mais simples. Do rude. Áspero. O livro não foi escrito pra descer redondo. É só força o que consigo sentir. [leia a resenha completa em http://www.mulheralternativa.net/2011/08/desafio-30-dias-30-livros-dia-6-um.html]



