As transformações do Brasil no final do século XIX não poderiam se conformar ao já desgastado sentimentalismo ultra-romântico. Para combatê-lo, o Realismo e o Parnasianismo propõem uma poesia que registre objetivamente as situações e os fatos: o poeta deve ter uma atitude impassível diante do mundo, expressando-se com impecável rigor formal. Além da célebre tríade formada por Olavo Bilac, Raimundo Correia e Alberto de Oliveira, a poesia brasileira das últimas décadas do século passado enriqueceu-se com os outros nomes de grande importância, em geral esquecidos pelos livros didáticos. Juntamente com poemas de autores mais famosos, esta analogia resgata textos de Teófilo Dias, Augusto da Lima e Francisca Júlia, entre os vários poetas que compõem a escola parnaso-realista.

