The Concepts of Psychiatry - A Pluralistic Approach to the Mind and Mental Illness

    S. Nassir Ghaemi

    Johns Hopkins University Press; Edição: 1 (12 de janeiro de 2004)
    2004
    378 páginas
    12h 36m
    ISBN-10: B003TLMRC6

    Because most psychiatric illnesses are complex phenomena, no single method or approach is sufficient to explain them or the experiences of persons who suffer from them. In The Concepts of Psychiatry S. Nassir Ghaemi, M.D. argues that the discipline of psychiatry can therefore be understood best from a pluralistic perspective. Grounding his approach in the works of Paul McHugh, Phillip Slavney, Leston Havens, and others, Ghaemi incorporates a more explicitly philosophical discussion of the strengths of a pluralistic model and the weaknesses of other approaches, such as biological or psychoanalytic theories, the biopsychosocial model, or eclecticism.Ghaemi's methodology is twofold: on the one hand, he applies philosophical ideas, such as utilitarian versus duty-based ethical models, to psychiatric practice. On the other hand, he subjects clinical psychiatric phenomena, such as psychosis or the Kraepelin nosology, to a conceptual analysis that is philosophically informed. This book will be of interest to professionals and students in psychiatry, as well as psychologists, social workers, philosophers, and general readers who are interested in understanding the field of psychiatry and its practices at a conceptual level.

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    Tiago Nunes Braz27/11/2023Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    The Concepts of Psychiatry, de Nassir Ghaemi

    "Encontrar o método certo para o problema certo: esta é a tarefa difícil e o imperativo do pluralismo." "Os Conceitos da Psiquiatria", livro de 2003 do professor e psiquiatra Nassir Ghaemi, da Harvard Medical School, tenta trazer clareza conceitual a uma área que pode ser confusa ao iniciante - caso de residentes de psiquiatria e outras áreas de saúde mental, e mesmo pacientes e o público em geral. O conteúdo do livro, no entanto, é escrito e pensado para ajudar o futuro psiquiatra a navegar esta disciplina, que, ao longo dos últimos dois séculos, teve várias mudanças no reinado da ideologia predominante, as quais ainda têm seus efeitos visíveis. Longe de defender mais uma ideologia na monarquia, Ghaemi defende o pluralismo: ter uma clareza conceitual dos métodos e técnicas utilizados na prática, e saber quando cada método é eficaz e em quais situações. Assim, espera combater o ecletismo - "tudo é eficaz para tudo" -, proclamado pelo modelo biopsicossocial. O livro é dividido em três partes: na primeira, "Teoria", Ghaemi revisa conceitos básicos da área - como o problema filosófico da mente e do cérebro, o método científico, ética e uma bela revisão de um clássico da psiquiatria, a Psicopatologia Geral de Jaspers. O autor revisa, também, o que exatamente queremos dizer com dogmatismo - modelo que já foi dominante - e o modelo biopsicossocial, o status quo da psiquiatria contemporânea. São tópicos importantes para fundamentar o conhecimento do leitor antes de partir para capítulos mais práticos; no entanto, acredito que haja muitas seções, particularmente sobre filosofia, que poderiam ser abreviadas, particularmente tendo em vista o objetivo para o qual o livro se propõe. Assim, manter-se-ia maior clareza e facilidade de entendimento do argumento do autor. Em seguida, Ghaemi parte para a "Prática", respondendo perguntas não infrequentemente feitas mesmo hoje, em 2023: a doença mental é um mito? O DSM (classificação dos transtornos mentais, da Associação Americana de Psiquiatria) é válido? Devemos confiar em estudos empíricos? A psicanálise tem alguma validade? Nada disso pode ser respondido sem antes sedimentarmos os fundamentos, particularmente a partir da própria divisão (ou não) mente-cérebro. Ghaemi mostra ao leitor por que doenças mentais sim, existem; como encarar o DSM - não como uma Bíblia da psiquiatria, mas como um guia, um dicionário para podermos chamar as mesmas coisas pelos mesmos nomes; os benefícios e os limites da psiquiatria empírica (os "estudos científicos"), e o que ainda podemos aprender com Freud e a Psicanálise. A principal crítica de Ghaemi, no livro, é à abordagem biopsicossocial. Ele considera o dogmatismo como uma abordagem já vencida (em teoria): por exemplo, no século passado a psicanálise e os Freudianos dominavam a psiquiatria americana, e, por conseguinte, a mundial. A teoria psicanalítica era uma panaceia, tratava qualquer transtorno mental. Ao longo das décadas, viu-se que isso não correspondia à realidade, e com a introdução dos psicotrópicos, começou a surgir a necessidade de diferenciação dos diagnósticos, para assim podermos prover o melhor tratamento para cada diagnóstico específico. Cresceu, então, a psiquiatria biológica, mas que também (ao menos por enquanto) não conseguiu se tornar a panaceia prometida. Surge então a abordagem biopsicossocial. Como explicitado por Ghaemi no livro, esta abordagem pouco faz além de lembrar o profissional de que, surpreendentemente, as doenças têm fatores biológicos, psicológicos e sociais. Pensar que estes fatores existem é fácil e óbvio - toda e qualquer doença tem estes fatores presentes. O difícil é saber o que mais está contribuindo para o transtorno mental daquela pessoa naquela situação específica. Será uma doença biológica? Um conflito não resolvido? Um problema claramente social? Todos? Obviamente, cada caso é um caso. E a recomendação pluralista de Ghaemi é, ao invés de usar todos os recursos para todos, sem clareza alguma sobre a nossa metologia, deve-se buscar o método certo para o problema certo. A clareza metodológica permite a compreensão das forças e fraquezas de cada método, e assim podemos adaptar a cada caso os métodos necessários e ajudar a pessoa em sofrimento à nossa frente.

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