Vertigem do Chão -

    Cezar Tridapalli

    Editora Moinhos
    2019
    303 páginas
    10h 6m
    ISBN-13: 9786550260378
    Português Brasileiro

    Essa Vertigem do Chão não se desmente. Tridapalli escreveu um livro corajoso, diferente, dissonante até nas suas harmonias. Um livro que desorienta, tira o chão. Para quem não quer mais do mesmo. Para quem quer mais e quer riscos; quer atrito: novidade. Um livro para quem acha que o romance brasileiro, hoje, pode ainda ser outro. – Caetano Galindo Poucas pessoas teriam domínio técnico suficiente para entrelaçar o percurso desses dois protagonistas – Leonel e Stefan – de uma maneira tão orgânica. São cortes sutis e ousados, quase cinematográficos. Mas Vertigem do Chão é mais do que isso, porque também surpreende no nível da história, levantando questões geopolíticas contemporâneas extremamente relevantes. Fugindo dos caminhos fáceis e da ingenuidade de escolher um lado, o narrador de Tridapalli trata dessas questões com a complexidade que elas merecem. – Carol Bensimon Sobre Vertigem do Chão, acredito não ser exagero dizer que é dos mais verdadeiramente contemporâneos romances escritos em língua portuguesa nos últimos anos. O que chama a atenção na obra de Tridapalli, e neste novo romance em particular, é o nível da prosa realista – como toda boa ficção do gênero, reflexiva das questões do nosso tempo – a ombrear com os grandes praticantes do romance, em especial no mundo de língua de inglesa, onde essa tradição é mais forte e consolidada, como o inglês Jonathan Coe e o americano Jeffrey Eugenides. O que se tem, repito, é uma das ficções mais sintonizadas com esta nossa época tão conturbada que já tive o privilégio de ler. – Christian Schwartz Vertigem do chão nos mostra o solo instável do corpo, que se descobre estranho no encontro com estranhos de outros corpos, outras línguas, outros sexos, estranhos que têm seus corpos em outras culturas, os muçulmanos imigrantes de Utrecht, os haitianos imigrantes de Curitiba, etc., essas figuras que permanecem forçadas a viver em ilhas do alheio; mas é também a história de imigrações que se desdobram de modos muito diversos, do corpo gay holandês, ao corpo gay brasileiro, com suas marcas, físicas, psíquicas, suas construções aos frangalhos, sua errância interminável. – Guilherme Gontijo Flores O autor tem um afinco muitas vezes cruel, muitas vezes irônico, muitas vezes humanístico que reboa pelas páginas como um voo rasante naquilo que se costuma chamar de condição humana. – Paulo Venturelli

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    Biblioteca Pública Municipal Álvaro Guerra27/10/2021Resenhou um livro
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    Vertigem do Chão

    Que tinha um corpo, pensou um. Eu sou um corpo, pensou outro. Tantos anos de cuidado com o corpo para que o corpo os levasse aonde mesmo? Quem eram na ordem do dia, no estado das coisas, na hierarquia do mundo? Chegavam para cravar bandeira no ponto mais alto sem alternativa que não fosse descer. Um corpo fim e um corpo meio, que carrega e é carregado pela abstração da mente. Que palavra, a mente. Que associação inédita, mesmo tão clara, com a mentira. As verdades que se gestavam na mente de Stefan e de Leonel eram semelhantes e opostas a um só tempo. Vento e movimento. Amadurecer devia ser mesmo um aprendizado para decantar tristezas. Estavam ultrapassando a época em que existir cumpriria suas promessas. Que entidade era a vida, quem ela pensava que era para prometer tanta coisa? Livro disponível para empréstimo nas Bibliotecas Municipais de São Paulo. Basta reservar! De graça! site: http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/isbn/9786550260378

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