Intervencionismo: uma análise econômica

    Ludwig von Mises

    LVM Editora
    2019
    312 páginas
    10h 24m
    ISBN-13: 9788593751653
    Português Brasileiro

    Escrito entre os anos de 1940 e 1941, mas publicado apenas postumamente em 1998, Intervencionismo: Uma Análise Econômica é a melhor exposição de Ludwig von Mises acerca da temática. Neste breve tratado, o autor explica de modo sistemático os fundamentos do intervencionismo, um sistema hibrido, que, ao se propor como uma terceira via, busca conciliar a propriedade privada dos meios de produção com o planejamento governamental das atividades econômicas. Ao longo dos capítulos da obra são discutidos as diferentes formas de interferência estatal na economia e na sociedade, seja por intermédio de medidas restritivas, pelo controle de preços, pela inflação ou expansão de crédito, e pelo confisco ou subsídios, além de abordar o corporativismo, o sindicalismo e a economia de guerra, bem como as dramáticas consequências políticas, econômicas e sociais do intervencionismo. No lugar de ser um justo meio entre o capitalismo e o socialismo, o intervencionismo acaba sendo uma para a implementação de uma economia socialista. Nesta nova edição revista e ampliada, além dos prefácios de Bettina Bien Greaves e de Donald Stewart Jr., foram incluídos uma apresentação de Murray N. Rothbard, um prefácio de Alexandre Borges, um posfácio de Fabio Barbieri e notas do editor.

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    Diogo Mendes10/09/2024Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Puramente materialista

    Para o autor intervencionismo é resultado da corrupção política, onde o Estado por meio de um capitalismo “manipulado” dita as regras de mercado, com isso o capitalismo não atinge seu ápice. Contudo, sua visão é um pouco idealista, levando em consideração que uma sociedade baseada no mercado (amoral), não seria amoral como o próprio mercado, fica naquela ideia que o empresário (que visa o lucro) irá agir “dentro das regras” para obter seu fim, e o único ser corruptível na sociedade é o “homem político”. Por causa do político, o intervencionismo é o sistema econômico adotado pela maior parte dos países atualmente, mas se não fosse o político, segundo o autor, teríamos duas opções: o socialismo, que por uma questão matemática no cálculo econômico não é possível; ou o liberalismo (capitalismo), onde a lei da oferta/procura vigora. O político entra na história como um "moderador" para que os empresários não tenham plenas liberdades e o capitalismo não se "descontrole". O autor acertou ao dizer que o socialismo tem um erro grave, mas errou ao defender que um liberalismo pleno resolva a situação, uma vez que o problema da sociedade não é a falta de riqueza, mas um descontrole dos vícios, e isso a resposta materialista do autor não responde.

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