Quando éramos todos vivos é um pequeno romance, uma delicada novela, ou um grande conto que nos transporta, por entre sonhos e memórias, cheiros e sabores, imagens e histórias, para os recônditos das memórias de vidas passadas, da vida que todos nós vivemos até o agora. Através da protagonista Maria, a narrativa nos conduz a um passeio pelas vielas das lembranças de qualquer ser humano, atrás de fotografias, rachaduras em paredes, histórias contadas por anciãos, idas à praia, visitas aos ancestrais. Quando éramos todos vivos faz com que cada leitor seja remetido ao seu próprio passado, ainda que seja muito diferente do de Maria, sempre com a presença ubíqua da morte, a morte que sempre espreita ao lado. Os poemas, por sua vez, mostram as inúmeras formas de desconstrução de uma vida que se descompõe e recompõe continuamente, fazendo-se e refazendo-se em átomos, grãos de areia, em lugares e não lugares da alma que todos habitamos ao longo da vida. Tenho o orgulho de dizer que conheço a autora Maria Conceição Monteiro, minha grande professora de graduação, mestrado e doutorado, mentora de bancas de mestrado e doutorado, grande inspiração e admiração por toda a minha vida.