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    Kierkegaard - Os Pensadores

    Søren Kierkegaard

    Abril
    1979
    450 páginas
    15h 0m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.5
    50 avaliações
    Leram115Lendo27Querem182Relendo1Abandonos10Resenhas5
    Favoritos9Desejados182Avaliaram50

    ESTE VOLUME CONTÉM AS SEGUINTES OBRAS: O DIÁRIO DE UM SEDUTOR (1843) A obra retrata aquilo que Kierkegaard entende por modo de vida estético, caracterizado pelo hedonismo romântico e sofisticado. O sedutor é um indivíduo que escolhe o mergulho na paixão, as contradições da existência amorosa. Escolhe como finalidade da vida o prazer, gozando pessoalmente a estética e gozando esteticamente sua própria personalidade. TEMOR E TREMOR (1843) O episódio bíblico de Abraão, que se dispõe a matar o filho Isaac em obediência à ordem divina, serve de tema à reflexão de Kierkegaard sobre a natureza da fé. E é fundamentalmente como paradoxo que a fé se revela: “paradoxo capaz de fazer de um crime um ato santo e agradável a Deus, paradoxo que devolve a Abraão o seu filho, paradoxo que não pode reduzir-se a nenhum raciocínio, porque a fé começa precisamente onde acaba a razão”. O DESESPERO HUMANO (DOENÇA ATÉ À MORTE) A dialética do desespero — doença que marcaria o fundo da consciência do cristão até à morte — é analisada por Kierkegaard, em suas múltiplas facetas: o desespero inconsciente de ter um eu; o desespero que não quer, e o desespero que quer ser ele próprio; a relação entre desespero e pecado. Tradução de: Carlos Grifo, Maria José Marinho, Adolfo Casais Monteiro. Consultor da Introdução: Marilena de Souza Chauí

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    Carolina Natividade22/05/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Primeiro contato com Kierkegaard

    Fiz a leitura deste livro por intermédio de ebook pois não encontrei essa edição "Os Pensadores" em nenhum sebo na época em que me interessei em ler. Consegui, no entanto, um exemplar de apenas uma das três obras no ebook que é "O Desespero Humano", como a edição do ebook e do livro físico possuem o mesmo tradutor (Adolfo Casais Monteiro) pude ler o ebook em casa e o livro físico quando estava na rua. Não foi fácil ler Kierkergaard, mas vejo esse primeiro contato esse primeiro como algo essencial para o meu amadurecimento como pessoa (leitora, cristã, estudante), e para título de conhecimento e aprofundamento na filosofia do autor. Esse meu contato inicial com a filosofia existencialista fez com que eu percebesse que não só sou uma leiga a respeito de filosofia, como também não sei se de fato compreendi o conteúdo lido. Estou certa de que precisarei reler e estudar com mais afinco. No primeiro livro Diário de Um Sedutor, a história de Johannes refletiu a personificação de um verdadeiro hedonista, um sedutor que não satisfeito em ter conquistado várias moças decide que irá conquistar Cordélia. No segundo livro, o autor por meio da história de Abraão, transmitiu algo incrível. A experiência de compreensão da história do personagem bíblico de maneira ímpar e me lembrou de algo que a minha psicóloga fala a respeito de "Fé é pra quem tem", ainda que seja um ditado comum e simplório para se referir ao contato com essa complexa obra, me remete que o paradoxo da fé não precisa ser provado e não necessita de defesas e justificativas, ela por si só se justifica. Por fim O Desespero Humano, o meu favorito, me tocou profundamente e assim como nas outras obras não sei se entendi totalmente, mas o que consegui absorver foi suficiente para considerá-lo o melhor. Dessa forma, é no mínimo curioso que a obra que eu mais gostei e me identifiquei seja a que seja capaz de falar tão insuficientemente, não que as minhas opiniões sobre as duas primeiras obras do livro sejam suficientes - longe disso, mas toda a descrição do desespero como doença mortal, a relação entre o pecado e o desespero e a morte como fim de um sofrimento incurável me deixou atordoada, com vontade de estudar mais essa obra. Como um todo a leitura foi muito proveitosa, e mesmo que quanto mais eu estude Kierkegaard mais eu perceba que não sei de nada, fica o desejo de ler mais sobre o autor e suas obras e persistir em estudar.

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    4.5 / 50
    • 5 estrelas66%
    • 4 estrelas24%
    • 3 estrelas10%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
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    Søren Aabye Kierkegaard

    Søren Aabye Kierkegaard foi um teólogo e filósofo dinamarquês do século XIX, mais conhecido por ser o "pai do existencialismo". Filosoficamente, fez a ponte entre a filosofia hegeliana e aquilo que se tornaria no existencialismo. Kierkegaard rejeitou a filosofia hegeliana do seu tempo e aquilo que ele viu como o formalismo vácuo da igreja luterana dinamarquesa. Muitas das suas obras lidam com problemas religiosos tais como a natureza da fé, a instituição da fé cristã, e ética cristã e teologia. Por causa disto, a obra de Kierkegaard é, algumas vezes, caracterizada como existencialismo cristão, em oposição ao existencialismo de Jean-Paul Sartre ou ao proto-existencialismo de Friedrich Nietzsche, ambos derivados de uma forte base ateística.

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    Søren Aabye Kierkegaard