o nobre decadente apaixonado por arte é um tema bem presente na literatura brasileira ou digo melhor no mercado editoral brasileiro por conta da cosac naify embora exista elementos dessa figura em proust e em às avessas e foi a primeira imagem que me ocorreu ao ver esse livro na estante e pega-lo emprestado. Ramón del Valle-Inclán foi super amaldiçoado pelos contemporâneos o que a princípio me faz tender à simpatia. "rebuscado", "sutil demais" (como assim?), "decadentista" - tudo isso soa meio como um estilo e, dependendo, podem ser super elogios - sim, traz à mente eça, huysmans, dannunzio. o texto todo tem respingos meio barrocos ou sei lá, alguma coisa de joyce (não o de ulisses) só que as sonatas são do início de século (1900 a 1905). acho que vou gostar muito.

