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    Depois do parto, a dor - Minha experiência com a depressão pós-parto

    Brooke Shields

    Equilíbrio
    2009
    96 páginas
    3h 12m
    ISBN-14: 9788522010110_
    Português Brasileiro
    4.1
    38 avaliações
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    Quando a mulher sabe que está pronta para ser mãe? E a carreira? E o medo de perder a liberdade? Como são as dores do parto? Escrito em forma de diálogo entre mãe e filha, Confissões de mãe levanta inúmeras questões sobre a maternidade. Com a experiência de quem teve quatro filhos, Maria Mariana responde às perguntas com coragem, honestidade, singeleza e bom humor. Garota rebelde que se consagrou com o livro Confissões de adolescente, ela retorna à cena com uma defesa contundente do papel de mãe. O livro toca em questões sensíveis sobre a maternidade, fala de medos e dores que assustam mas fortalecem a mulher e reflete sobre a jornada espiritual que é dar à luz. Com a autoridade de quem já passou pelas duas experiências, a autora se posiciona no embate ?cesariana x parto normal?. E com o aprendizado que a vida lhe conferiu, Maria Mariana dá dicas preciosas para as futuras mamães.

    Resenhas (4)Ver mais
    Ademar de Queiroz picture
    Ademar de Queiroz20/01/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Rowan e o inferno de Brooke Shields

    "Depois do parto, a dor" é um relato sincero de Brooke Shields sobre a depressão pós-parto (dpp). É um texto simples, direto, arrancado das lembranças recentes de uma dor (que parecia) intransponível. A atriz começa o livro falando do sonho de ser mãe e de todos os preparativos para realizá-lo no seu segundo casamento. Daí vem a dificuldade de engravidar, os tratamentos de fertilização, a angústia pela espera da gravidez que não se consumava, os noves meses de paz e felicidade até a chegada da filha Rowan e o inferno em que se transformou a sua vida a partir daí. Sem conhecer a dpp, Brooke enfrenta sentimentos incompatíveis com o momento mágico (e tão esperado) que vivia: sentia-se incompetente para cuidar da filha, incapaz de conciliar carreira e maternidade e envergonhada por estar infeliz. Mas se chegou a pensar em desistir da vida, nunca o fez em relação à filha, apesar de todas as neuras advindas do transtorno psíquico que a afligia. Acredito que isso fez a diferença, além - é claro - do apoio da família, amigos e profissionais da sáude, como a enfermeira pediatra Gemma, uma "babá de mamãe" perfeita. O livro é alerta e um conselho de Brooke para todas as mulheres: "A depressão pós-parto está além do seu controle. Ela é bem real e ocorre com mais frequência do que as pessoas percebem. Você não precisa ser uma heroína. Tê-la não significa que você não é uma boa mãe ou que é louca. Acima de tudo, isso não significa que você não ama seu filho. Não há razão para se sentir constrangida ou culpada, ou para acreditar que é algo que você deveria ser capaz de superar por si mesma. A ajuda está disponível em várias formas. Se você não se sente confortável em falar sobre isso com amigos ou com a família, então converse com seu médico em particular. A coisa mais importante é não ficar esperando ela passar. Porque o mais provável é que ela apenas piore e cause mais dano. Eu só me recuperei porque procurei ajuda. Por que desperdiçar tempo sentindo-se horrível quando você pode tirar vantagem de toda ajuda possível?"

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