Atlas me remete à infância
Não sei com vocês, mas se tinha uma coisa que eu adorava quando era criança era olhar mapas e havia aqueles grandes Atlas nas escolas que me fascinaram Eu os olhava e me imaginava em países, tentando entender como era países e regiões com as informações de pobreza, religião, biomas etc. Hoje tem Google Earth, que é uma delícia de passear pelo Street View, fazendo uma viagem virtual que seria impossível para quem é pobre como eu fazer (mas até alguém muito rico não poderia conhecer todos os lugares do mundo. Porém o Google Earth ainda não traz riqueza de informações que um Atlas tem, mostrando as relações e dinâmicas populacionais. Por isso para mim ver um Atlas é essencial como futuro geógrafo, e este Atlas consegue atender essa minha necessidade e ainda faz relembrar a infância, apesar de os Atlas de hoje não serem tão requintados e grandiosos como os de antigamente. Um mapa não só se olha, mas também se lê. Para ler um mapa se observa do que ele se trata (relevo, político, demográfico, temático etc.), de pois lemos a legenda para entender cores, números e símbolos, e enfim, analisar as mudanças, fronteiras, divisas, desenhos e formatos. Após isso começa a parte mais interessante que é comparação de diferentes mapas, como por exemplo a relação entre hidrografia e crescimento populacional, ou entre desmatamento, urbanização e industrialização. O Atlas é bom, apesar de pequenos erros (como colocar o bioma de floresta equatorial na região do himalaia), mas isso dá para relevar. Outro ponto que achei problemático é a falta de mapas temático culturais, que já em outros Atlas que apresentava comidas, vestimentas, arquiteturas, folclores e estilos de regiões e com belas imagens. Isso iria enriquecer muito este trabalho. Mas é um trabalho que recomendo.
