Jânio Quadros teve uma carreira política meteórica. Em São Paulo, foi na sequência vereador, deputado estadual, prefeito e governador, tudo num lapso de poucos anos, entre 1947 e 1954. O auge não demorou: em 1960 se elegeu presidente da República. Com um discurso ambíguo, entre o progressista e o conservador, Jânio conquistou eleitores de todo o espectro ideológico. Primeiro presidente a tomar posse em Brasília, levou para o governo federal o símbolo da vassoura, com a qual prometia fazer uma rigorosa faxina na administração pública. O slogan e o símbolo pertencem à pré-história do marketing político, do qual ele foi um precursor. Dono de um estilo peculiar de governar, o presidente teria tentado ampliar seus poderes valendo-se da alta popularidade. Foi nesse contexto que ocorreu a extemporânea renúncia, apenas sete meses após a posse, um dos maiores traumas da história brasileira, superado apenas pelo suicídio de Getúlio Vargas na década anterior. Da noite para o dia, a esperança se transformaria em frustração. E o país seria jogado no caos que, em pouco tempo, desaguaria no golpe que deu origem a duas décadas de ditadura militar.
Jânio Quadros (A República Brasileira, 130 Anos #15) - Sete meses que abalaram o Brasil
Eliane Lobato
Folha de São Paulo
2019
64 páginas
2h 8m
ISBN-13: 9788581934624
Português Brasileiro
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