Um romance levinho, digno de novela das 18h, conta a estória da Intrusa que foi contratada como governanta na casa de um homem viúvo para cuidar dos afazeres da casa e da filha única dele, porém o viúvo fez uma promessa a falecida esposa na qual não irá casar e, portanto, ele evita de ver ou ter contato com a Intrusa. Mais uma vez Júlia explora e traz a sociedade carioca do século XIX através de situações e diálogos riquíssimos, para quem fez a leitura do livro “A Viúva Simões” da mesma autora vai notar muito fácil o tratamento em que a sociedade tratava os viúvos e as viúvas da época na questão de gênero. Achei interessante que nesse livro embora brevemente, Júlia nos mostra as pessoas portadora de deficiência e como elas viviam naquela época. As minhas críticas ao livro que foi responsável pela nota foram: a construção de um personagem criado e negro que vivia na residência, como Júlia era abolicionista eu fiquei sem entender o porquê de determinadas discrições e adjetivos empregados ao personagem e outra coisa que me incomodou foi o rápido desfecho da estória, parecia que ela estava correndo contra o tempo, porém achei o final, a última página, belíssimo.