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    A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora -

    Gregório Duvivier

    7 Letras
    2008
    64 páginas
    2h 8m
    ISBN-13: 9788575775516
    Português Brasileiro
    3.7
    174 avaliações
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    Favoritos15Desejados525Avaliaram174

    Gregorio Duvivier, mais conhecido pelo seu trabalho como ator, estréia agora como poeta. Seu talento para o humor, já posto à prova nos palcos e na tela, se imprime também nas páginas de A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora. No livro, esse humor apresenta uma riqueza de nuances, indo do lúdico ao cáustico. Em outros momentos o autor nos brinda com um "delicado toque lírico", como define Paulo Henriques Britto. Ainda há espaço para brincadeiras com a poesia visual, como nos poemas "a régua e esquadro". O ecletismo característico da nova geração de poetas brasileiros está presente em A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora. A multiplicidade de referências e os jogos com a linguagem e a forma são traços marcantes dos poemas de Gregorio.

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    Vanessa Gagliardi picture
    Vanessa Gagliardi20/09/2010Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Já conheceia Gregório Duvivier, o humorista. Me deliciei com sua peça "Z.É.", mas não conhecia esse outro lado artístico do ator. Gregório utiliza de sua veia humorística para dar vida também aos seus poemas. O soneto "Receita para um dálmata" é divertidíssimo e arrancou gargalhadas da plateia durante sua declamação no SESI. Porém, nem só de humor é feito "A Partir de Amanhã Eu Juro que a Vida Vai Ser Agora". Algumas de suas poesias são românticas, delicadas, como "Soneto prático para a despedida". É livro fino, fluido, de gostos leitura. Parafraseando Paulo Henriques Britto na orelha: "Em todas as peças do livro, evidenciam-se uma inteligência viva e um bom domínio da técnica do verso, que fazem de 'A Partir de Amanhã Eu Juro que a Vida Vai Ser Agora' uma bela estreia." Receita para um dálmata (ou Soneto branco com bolinhas Pretas) Pegue um papel, ou uma parede, ou algo que seja quase branco e bem vazio. Amasse-o até que tome forma de um animal: focinho, corpo, patas. Em cada pata ponha muitas unhas e em sua boca muitos dentes. (Caso queira, pinte o focinho de qualquer cor que pareça rosa). Atrás, na bunda, ponha um fiapo nervoso: será seu rabo. Pronto. Ou quase: deixe-o lá fora e espere chover nanquim. Agora dê grama ao bicho. Se ele rejeitar, é dálmata. Se comer (e mugir), é uma vaca que tens. Tente outra vez.

    8 curtidas

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    Gregório Byington Duvivier profile picture

    Gregório Byington Duvivier

    Filho da cantora Olivia Byington e do músico Edgar Duvivier, Gregório Byington Duvivier é formado em Letras na PUC-Rio desde 2008. Começou a atuar aos 9, no curso de teatro Tablado e, na adolescência, fumou um baseado e experimentou a verdadeira face da lei e da justiça, quando foi pego usando entorpecentes por alguns PMs. Menino tímido e antissocial, o teatro foi a saída encontrada pelos pais para desinibir o filho. Tem 10 anos de Tablado, distribuídos entre Aracy Mourthé, Cacá Mourthé, Ricardo Kosovski e Bernardo Jablonski. E 2 anos com Ateliê de Atores de 2005. Atualmente na Casa de Cultura Laura Alvim, turma de atores, com Daniel Herz. Um ano antes de entrar na faculdade, aos 17 anos, formou o grupo que faria a peça Z.É., Zenas Emprovisadas, com seis anos em cartaz e em turnês pelo país. O ator já aventurou-se pela literatura. Bem aceito pela crítica, seu livro de poesias, A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora (7 Letras, 2008), foi elogiado por mestres como Millôr Fernandes e Ferreira Gullar. O lado lúdico, de brincar com as palavras é o que mais atrai Gregório na poesia. Ele começou a escrever aos 10 anos, mas foi na faculdade de Letras na PUC que escreveu as poesias publicadas.

    11 Livros
    197 Seguidores
    RJ, Brasil

    Gregório Byington Duvivier