Quando FabMan percebe que os super-heróis LGBTQIA+ são subestimados e excluídos quando o assunto é salvar o mundo, ele decide montar uma nova equipe, The Pride, junto de seus amigos Wolf, Twink, Bear, Angel, Frost, Muscle Mary e White Trash, afim de mostrar que a diversidade importa e que a representatividade é capaz de salvar vidas.
Eu queria muito amar essa hq: estava extremamente empolgada por finalmente encontrar uma série em quadrinhos que tivesse, como base, a representatividade.
É importante dizer que o que eu mais gosto nessa história são os temas que ela aborda: não apenas a diversidade de orientação sexual, gênero, raça e ideologia, mas também assuntos que ainda são vistos como tabus, como pessoas de determinadas siglas não se sentirem aceitas na própria comunidade, como a religião pode ser opressora (mencionando até terapias de conversão), toda a questão acerca do HIV...
Ainda assim, ao mesmo tempo que acho interessante explorar diversos tipos de pessoas, também me incomoda como alguns dos personagens acabam sendo quase uma caricatura do real, elevando os estereótipos ao máximo.
O conceito aqui apresentado é incrível, mas o enredo, em si, não é bem formulado: não é um arco bem desenvolvido, tem soluções simples demais, possui diversas incoerências entre um capítulo e outro, os personagens só serão mais explorados no final da hq, com histórias individuais, e a mudança extrema de artistas de maneira súbita deixa a narrativa ainda mais truncada.
Essa versão lgbtqia+ da Liga da Justiça tinha tudo para se tornar o que eu mais desejava encontrar - o que faltou mesmo foi um bom editor para reorganizar a trama, tornar essa história bem mais fluida e dar aos leitores um enredo mais elaborado.
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