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    Nova antologia poética -

    Mario Quintana

    Editora Globo
    2007
    220 páginas
    7h 20m
    ISBN-10: 8525043753
    Português Brasileiro
    4
    861 avaliações
    Leram1556Lendo47Querem550Relendo6Abandonos32Resenhas46
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    O poeta gaúcho Mario Quintana, cujo centenário se comemorou em 2006, foi se tornando, a partir dos anos 1960, cada vez mais conhecido e cada vez mais apreciado por um número maior de leitores - o que sua morte, em 1994, apenas reforçou. Foi por isso, e em respeito a sua vasta obra, que a Editora Globo passou a reeditá-la, a partir de 2005, de modo sistemático, na Coleção Mário Quintana, coordenada por Tânia Franco Carvalhal, que responde, nesta Nova antologia poética (17º. título da coleção, 220 pp.), também pela bibliografia e pela cronologia. O volume conta, ainda, com um alentado prefácio do poeta Eucanaã Ferraz. A extensa obra de Mario Quintana não é fácil de classificar, por ter adotado todas as formas da poesia verbal, do soneto ao poema em prosa, passando pelo verso livre. Se isto é verdade para a obra em geral, é ainda mais verdade para uma antologia. Mario Quintana é filho do modernismo de 1922. Daí o coloquialismo, a variedade formal, a ironia, a urbanidade. Não por acaso, seu estilo tem algo de Bandeira, mas também de Drummond. Ao mesmo tempo, deles se afasta, e também se afasta do próprio modernismo (ao menos sob um aspecto), ao eliminar o ceticismo que o marca. Quintana é um poeta que crê na poesia. Quintana tem na palavra poética uma amiga e uma aliada. Essa aliança, ele a transmite a seu público, que não tem, portanto, de “lutar” para lê-lo, como com os demais poetas modernos, em graus variados de atrito com as asperezas do texto. Não há asperezas emQuintana. Sua suavidade, porém, é temperada pela lucidez. Há, na verdade, uma iconoclastia suave em Quintana, apesar de iconoclastia e suavidade não serem comumente miscíveis. Daí se começa a perceber onde está sua arte.

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    Jairo Silva picture
    Jairo Silva10/07/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Um belo passeio pelas obras de Mario Quintana

    A nova antologia poética é uma bela oportunidade para conhecer a obra de Mario Quintana. Nela temos textos reunidos em mais de duzentas páginas, do início ao fim da carreira do poeta (1940-1994). Esse tipo de publicação é formidável para conhecer os textos mais famosos e compreender a simplicidade e o sentimentalismo do autor. Inclusive, a par disso, diz ele: "Minha poesia tem muito humorismo, mas isto é pudor,.para disfarçar o sentimentalismo." " Uma formiguinha atravessa, em diagonal, a página ainda em branco. Mas ele, aquela noite, não escreveu nada Para quê? Se por ali já havia passado o frêmito e o mistério da vida..."

    52 curtidas

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    Mario de Miranda Quintana profile picture

    Mario de Miranda Quintana

    Mario Quintana fez as primeiras letras em sua cidade natal, mudando-se em 1919 para Porto Alegre, onde estudou no Colégio Militar, publicando ali suas primeiras produções literárias. Trabalhou para a Editora Globo, quando esta ainda era uma instituição eminentemente gaúcha, e depois na farmácia paterna. Considerado o "poeta das coisas simples", com um estilo marcado pela ironia, pela profundidade e pela perfeição técnica, ele trabalhou como jornalista quase toda a sua vida. Traduziu mais de cento e trinta obras da literatura universal, entre elas Em Busca do Tempo Perdido de Marcel Proust, Mrs Dalloway de Virginia Woolf, e Palavras e Sangue, de Giovanni Papini.

    76 Livros
    1.043 Seguidores
    Porto Alegre, Brasil

    Mario de Miranda Quintana