Gaúchos a cavalo no Camino de Santiago -

    João José de Oliveira Machado

    Alcance
    2000
    232 páginas
    7h 44m
    ISBN-10: 8587262319
    Português Brasileiro

    No Norte da Galícia, Espanha, na madrugad de 25 de julho do ano de 813 d.C., o ermitão de nome Pelayo, de seu retiro, contemplava a Via Láctea, quando viu uma chuva de estrelas cair, incendiando a mata distante. Em meio as cinzas, ao visitar o lugar, encontrou estranha lápide atestando que ali, desde o ano 44 d.C., repousavam os restos de Tiago, o Apóstolo de Cristo, irmão de João Evangelista, ambos filhos de Zebedeu. A partir daí, iniciou-se a maior manifestação de fé e devoção a um símbolo do Cristianismo que a História registra. Ha mais de um milênio a peregrinação ao túmulo do Santo, no interior da Catedral de Santiago de Compostela, leva milhões de pessoas, dos mais distantes lugares do Mundo, a percorrerem a pé, a cavalo ou a bicicleta, durante cerca de um mês, a trilha de quase oitocentos quilômetros desde Saint-Jean-Pied-Port, além dos Pirineus, na França. As peregrinações a cavalo, face a quase extinção desse natural meio de locomoção em função do progresso que nos trouxe o automóvel, constituem-se em raridade. Este livro narra a experiência dos dois primeiros brasileiros a percorrerem o Caminho de Compostela - campus stelae - a cavalo, credenciados pela Associação Brasileira dos Amigos do Caminho de Santiago.

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    Debora Petry picture
    Debora Petry06/03/2023Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Peregrinação

    O livro é um diário da viagem pelo caminho para igreja de Santiago de Compostela. O autor, primeiramente viaja à Europa em férias com a esposa e então ele fica sabendo do trajeto. De volta ao Brasil, ele decide fazer a trilha, escolhendo o caminho francês das três opções ( as outras duas são da Espanha e de Portugal), ele não vai nem a pé nem de bicicleta mas decide ir a cavalo (e pilchado). Mesmo a viagem sendo feita no final dos anos 90, é praticamente inexistente hospedagem e ferradores para os cavalos, substituídos por bicicletas e carros, os ferradores mudaram de profissão conforme a demanda dos peregrinos. A primeira parte da viagem é comprar os animais adequados para a cavalgada, o autor e um amigo, visitam alguns haras na França e na Espanha antes de fechar o negócio. Montaram alguns cavalos e a compra foi feita em duas éguas. Pouco depois de iniciar a viagem, o amigo começou a ficar doente mas insistia em seguir em frente acreditando que iria melhorar. Na metade do trajeto, o companheiro precisou ir ao hospital e teve que fazer uma cirurgia de emergência. A montaria do autor lesionou uma das patas e não pode seguir a viagem. Em homenagem ao amigo e à égua machucada, o autor seguiu o trajeto usando a montaria do amigo. O livro conta com as dificuldades do trajeto, dos amigos que foram feitos com outros peregrinos, e o descanso dos animais em cada dia da viagem. O livro tem algumas fotos feita pelo próprio autor. O objetivo em chegar em Compostela foi realizado depois de aproximadamente um mês de cavalgada atrás do trajeto francês. Senti falta da informação sobre o amigo, se ele melhorou ou não, quanto tempo ficou internado, o que realmente o atingiu. Sobre o autor, foi ele que criou a cavalgada no mar, que acontece durante o verão no litoral do RS, todo ano.

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