Cinquenta anos após sua publicação, Evangelização na igreja primitiva tornou-se um clássico ao proporcionar um olhar abrangente sobre os métodos usados pelos primeiros cristãos — desde o período do Novo Testamento até o terceiro século — para divulgar as boas notícias ao redor do mundo. Ao descrever a vida da igreja primitiva, Michael Green explora aspectos fundamentais (métodos, motivações e estratégias) da tarefa evangelística que ainda permanecem aplicáveis ao trabalho de propagar as boas-novas. Ao longo dos dez capítulos desta segunda edição, o autor avalia os pontos fortes e fracos das abordagens evangelísticas dos primeiros cristãos e trata dos obstáculos ao evangelismo nesse contexto, usando as missões aos gentios e aos judeus como exemplos de desafios diferentes à proclamação do evangelho.
Evangelização na igreja primitiva -
Michael Green
Edições (1)
Ver maisEncorajador e Desafiador
É um dos melhores livros que já li sobre o tema,possui explicações e exemplos robustos usando como base os cristãos que viveram no período que chamamos de igreja primitiva, sendo esses pessoas conhecidas e pessoas anônimas. Não se trata de um manual de evangelismo, como o Speaking about Jesus ou outros livros que te ensinam técnicas de abordagem diretas.Gostei também porque o enredo é ótimo, não achei cansativo, há muitas curiosidades e história da igreja. É encorajador pois a igreja primitiva, apesar de empregar muitos esforços em exercer essa atividade, não era perfeita. Isso vale para nós, um encorajamento e desafio a não perder esse amor de testemunha de Jesus, mesmo que sejamos imperfeitos e "não profissionais". Os tópicos abaixo são apenas um pouco dos temas abordados, pois o livro tem muito conteúdo. - Introdução, capítulos 1 & 2: Como essa edição é a segunda, alguns temas foram aprofundados e algumas idéias foram revisadas. Já na Introdução mesmo há um bom conteúdo, o qual não se trata apenas de um breve comentário do livro, mas sim, de um comentário robusto desse tempo, da evangelização em contexto "moderno", ou pelo menos nos anos seguintes a publicação da primeira edição do livro (que foi há 50 anos atrás). Fala de mudanças na sociedade e de como é valioso continuar aprendendo com o passado, no caso, com a igreja primitiva. A partir disso, os primeiros capítulos irão apresentar todo contexto histórico-social daquele tempo, comenta os benefícios que os povo romano e grego (e outros grupos) trouxeram para a sociedade até então e como isso contribuiu com a evangelização, como por exemplo, a construção de estradas, preocupação com ensino, idioma etc; No entanto, também se é abordado os obstáculos à evangelização, como por exemplo, o culto aos imperadores, religiões de mistérios, como os cristão eram vistos, como eles vivam etc. - Capítulo 3: O evangelho é apresentado, e com isso, como esse era compreendido e transmitido para outras pessoas. Há um mini-estudo bíblico de como o evangelho era apresentado em algumas porções do Novo Testamento, seja através das "boas- novas de Marcos", " o testemunho de João" e "os escritos de Paulo". Há também algumas definições de termos e citações de Orígenes entre outros. - Capítulo 4 & 5: Agora que já sabemos o que é o Evangelho, qual a sua mensagem, o autor parte para expor como essa mensagem valiosa era adaptada ao contexto de seus ouvintes judeus ou gentios. Note ao ler o livro de Atos, a mensagem não mudava mas a forma como ela era transmitida era adaptada conforme a capacidade de contexto de seus ouvintes. Assim, a igreja ao evangelizar judeus usava o Antigo Testamento e para evangelizar os gentios usava outros assuntos, como Paulo fez em Atenas. Sempre com o objetivo de tornar a mensagem o mais audível possível, isso significava também falar em palavras comuns, ser transmitida em termos que fizesse sentido para as pessoas. - Capítulos 6 & 7: Trata sobre a Conversão e os Evangelistas. Como a igreja primitiva entendia a conversão? E como a sociedade via isso? Essas perguntas são respondidas com base de escritos de cristão ilustres daquele tempo. Justino, Orígenes e muitos outros são citados. Sobre os Evangelistas, uma das conclusões tiradas é que cristãos anônimos, pessoas simples e comuns foram a grande ferramenta de divulgação do evangelho e, sobre essas, não há muitos registros ou narrativas de como elas abordavam ou qual era as histórias de conversões delas. os registros que temos hoje, temos por que apenas pessoas ricas e alfabetizadas escreviam relatando suas vidas, acontecimentos e debates. Os Evangelistas usam o que podiam para confirmar que sua mensagem era digna de credibilidade. Assim, eles não tinham receio por orar por curas e libertação, muitas pessoas criam no evangelho a partir desses sinais. Tudo isso, fundamentado no que Jesus fez e ensinou, era marca da igreja a combinação de mensagem e mudança de vida. - Capítulos 8 & 9: A motivação Evangelística e os métodos da igreja primitiva. Motivações para evangelizar: Sentimento de gratidão, sentimento de responsabilidade e sentimento de preocupação. Métodos evangelísticos: Pregação na sinagoga, pregação ao ar livre, pregação profética, o valor da pregação, evangelização por meio do ensino, testemunho, evangelização nos lares, reuniões nas casas, através da literatura, entre outros assuntos aprofundados. -Capítulo 10: A Estratégia evangelística é o tema desse capítulo, se é explicado a importância de se está bem localizado geograficamente, usar a escatologia nas mensagens evangelísticas, o dom do Espírito entre outros assuntos. -Citações: " A ênfase era sempre na função do milagre de dar apoio às verdades da mensagem do evangelho proclamada pelos evangelistas,não no milagre em si." - pág. 246 "A despeito da enorme variedade de temperamentos, origens e capacidade das pessoas alcançadas pelo evangelho na igreja primitiva, uma mente iluminada, uma consciência despertada, um coração grato e humildade, uma vontade submissa e uma vida transformada foram fatores comuns à conversão de todos." - pág 210 "A evangelização cristã tem sua motivação em que Deus é e no que fez pela humanidade através da vinda, morte e ressurreição de Jesus." - pág 250 "Ora, quando se crê que não há esperança a não ser em Cristo, é impossível ter um átomo de amor e interesse pelo ser humano e não ser tomado por um grande desejo de trazer as pessoas para o único caminho da salvação."- pág. 264
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