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    Jogos de Raiva -

    Rodrigo Guedes de Carvalho

    Dom Quixote
    2018
    448 páginas
    14h 56m
    ISBN-13: 9789722065047
    Português
    3.3
    3 avaliações
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    Finalista Prémio Livro do Ano Bertrand 2018 Um homem levanta a voz acima da algazarra de conversas. E pede que ponham mais alto o som do televisor do restaurante. É então que todos reparam no que ele vê. Não percebem ou não acreditam. E na rua, no bairro, na cidade, no país, homens, mulheres e crianças vão-se calando. Está por todo o lado, a imagem horrível e hipnotizante. O homem que pediu silêncio leva as mãos à cara e pensa: como chegámos aqui? A era da comunicação global trouxe inimagináveis maravilhas. Partilhas imediatas de ensinamentos, denúncias e solidariedades. Mas permitiu também que saísse das cavernas uma realidade abjecta. Insultos, ameaças, ironias maldosas. Nunca, como hoje, a semente do ódio foi tão espalhada. É sobre este pano de fundo que se conta a história de uma família. Três gerações a olhar para um futuro embriagado num estado de guerra. Uma família que esconde, enquanto puder, um segredo. Jogos de Raiva traça duros retratos sem filtro sobre medos e remorsos, sobre o racismo, a depressão, a sexualidade, o jornalismo, a adopção, a arte e a amizade. E o poder das histórias. É sobre a urgência da confiança, da identidade e do amor. É um livro sobre todos nós, à deriva num novo mundo

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    André Belo picture
    André Belo01/05/2020Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Um romance para os nossos dias

    Outro final inconclusivo. Por assim ser não significa que diminui a qualidade geral do romance. Este, sem dúvida, é melhor que o anterior. De facto, a sua leitura embala-nos e empolga-nos na sua, me parece agora, habitual linguagem coloquial e negligente de pontuação elementar, num crescendo de tensão que nos prende. Nos prende porque se trata de um assunto que diz respeito a todos nós, todos aqueles ligados às tecnologias. ‘Jogos de Raiva’ pode funcionar como um espelho, que expõe o vazio humano e o abuso das redes sociais; que denuncia os podres, as urgências, as virtudes e as fraquezas dos internautas. Tudo resumido numa frase: “Olhem para mim”. Este é um romance necessário, muito atual, que nos alerta, de uma forma poética, para os perigos e consequências da internet, para os seus protagonistas e para as suas vítimas, e que afetam particularmente os membros da família Sereno. Porém, o autor brinda-nos com um final inconclusivo, que se revela novamente dececionante, e me deixa assim, desencantado, perante uma intriga prometedora, com enorme potencial literário. Dito isto, não me parece que voltarei a ler qualquer obra de Rodrigo Guedes de Carvalho num futuro próximo.

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    Rodrigo Guedes de Carvalho profile picture

    Rodrigo Guedes de Carvalho

    Jornalista de televisão e escritor, Rodrigo Guedes de Carvalho nasceu a 14 de novembro de 1963, no Porto. Aos 18 anos, mudou-se para a capital com o objetivo de tirar o curso de Comunicação Social da Universidade Nova de Lisboa. Apaixonado por cinema, ainda na faculdade, em 1984, participou na novela portuguesa "Chuva na Areia", desempenhando o papel do misterioso Laranjinha. Findos os estudos, começou por trabalhar na Radiotelevisão Portuguesa, na redação de Lisboa, onde, depois de se estrear como repórter, apresentou o "Domingo Desportivo", programa dedicado ao desporto, e o "24 Horas", o último telejornal do dia do canal estatal. Em 1992, mudou-se para a SIC, canal privado que começou a transmitir em outubro desse mesmo ano. Nesse canal, Rodrigo Guedes de Carvalho destacou-se na apresentação de telejornais, numa primeira fase os de fim de semana à hora de jantar e, posteriormente, os da semana, também nesse mesmo horário. Os trabalhos que considerou mais interessantes nesta fase foram a apresentação de telejornais em exteriores, como aconteceu, por exemplo, em Braga e em Estocolmo, na Suécia. Em 2001, após a saída de José Alberto de Carvalho da SIC para a RTP, o jornalista assumiu a responsabilidade de apresentar os telejornais das 20 horas à semana. Passou a ter a responsabilidade de escrever e enviar e-mails diários aos assinantes com o resumo das notícias momentos antes de cada emissão ir para o ar. O jornalista foi ainda autor e apresentador a partir de 2001 de um programa semanal dedicado ao cinema chamado Cinemania na SIC-Notícias, canal temático dedicado à informação transmitido através da TV-Cabo. A sua propensão para a escrita levou-o a escrever, em 1993, o romance Daqui a Nada, e o seu gosto pelo cinema levou-o a que em 2000 escrevesse a meias com o irmão Tiago Guedes o argumento de um telefilme chamado Alta Fidelidade, que passou no final desse mesmo ano na SIC. O filme foi realizado por Tiago Guedes e Frederico Serra. Em 2001, esteve no lançamento da Associação de Argumentistas. A partir dessa altura, dedicou parte do seu tempo à escrita de outros argumentos como o de Coisa Ruim - produção a cargo de Paulo Branco e realização de Tiago Guedes e Frederico Serra. É também autor da peça de teatro Os Pés de Arame. Paralelamente à sua atividade de escritor e profissional da televisão, colabora com a revista TVMais.

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    Porto, Portugal

    Rodrigo Guedes de Carvalho