Os sumérios não só veneravam a cerveja, como tinham uma deusa específica para ela. Egípcios e celtas compartilhavam tal veneração. As velhíssimas China e Índia cantaram em verso e prosa suas bebidas alcoólicas, e, para os gregos, o santuário de Delfos era regido por Apolo, mas por Dionisos também. O vinho, inventado por Noé, povoa as duas partes da Bíblia, e quanto aos romanos e aos franceses, nada é preciso falar. Todos os povos, todas as civilizações ergueram hinos à bebida, havendo-se perdido na noite dos tempos o grito de júbilo do primeiro hominídeo que, engolindo uma fruta já em fermentação, descobriu a embriaguez. Os norte-americanos, povo contraditório, inventaram os coquetéis, e a ultrajante Lei seca, mas só os coquetéis perseveram. Com o perdão dos abstêmios e dos moralistas impenitentes, este livro reúne cinco milênios de declarações de amor à bebida, oriundas de todo planeta, muitas delas pronunciadas por alguns dos maiores representantes da Humanidade.
