Como não tem nenhuma resenha dessa série aqui no skoob, eu fiquei de escrever uma pra cada livro, mesmo que eu não seja tão boa assim resenhando, mas é melhor que nada.
Eu gostei muito desse livro, tanto que eu já o li duas vezes no período de 5 meses (o.O). Dessa vez, nós acompanhamos a história do Eugenides sob o ponto de vista do Costis, que é a princípio um guarda aleatório. Eu já falei isso nas resenhas anteriores, mas essa série é extremamente "character-driven", ou seja, não é exatamente o mundo ou a história em si que faz você continuar virando as páginas, mas sim a personalidade e a vontade de acompanhar a história do Eugenides. Sinceramente, não sei explicar por que eu gosto tanto dele, só sei que gosto. Então, de certa forma, quando percebemos que a história não vai ser contada pelo Eugenides, isso dá um certo desânimo, mas da forma que a história foi escrita essa mudança foi necessária.
Depois dos acontecimentos do segundo livro, o Eugenides está num papel e lugar novos e ninguém gosta dele ou está convencido de que ele tem alguma utilidade. Assim, quando acompanhamos a história sob o ponto de vista de um local (e alguém sem conhecimento nenhum do que o Eugenides é capaz), nós vemos a evolução da forma como o Eugenides é visto pelo Costis e também pelo resto da Guarda, da Corte e dos Serviçais. Mas não foi só por isso que não acompanhamos o ponto de vista do Gen dessa vez, essa foi a forma mais simples da autora esconder de nós exatamente o que está passando na cabeça do Eugenides, a realidade da relação dele com a Irene. Assim, a autora faz com que a gente descubra a realidade aos poucos, junto com o Costis, e assim somos ludibriados também.
Se você já tiver lido os livros anteriores, não perca tempo e leia esse logo porque é o melhor (e não acredito que o quarto e o quinto sejam capazes de superá-lo; talvez o sexto quando ele for lançado). Se você não tiver lido a série, aconselho a dar uma olhada nas minhas resenhas anteriores - a complexidade da história só tem aumentado com o tempo, então não gostar do primeiro, ou achar a história muito simples, não quer dizer que você não vá gostar do resto.