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    História Universal da Angústia -

    W. J. Solha

    Bertrand Brasil
    2005
    448 páginas
    14h 56m
    ISBN-10: 8528611582
    Português Brasileiro
    3.4
    14 avaliações
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    Favoritos1Desejados29Avaliaram14

    Ao narrar sua "História Universal da Angústia", W. J. Solha revisita de forma original as dramáticas trajetórias dos grandes personagens de nossa cultura. Através de sete narrativas longas, o autor recria à sua maneira - meio paulista, meio paraibana, totalmente brasileira, porém sem nunca perder o caráter universal - figuras históricas, mitológicas e literárias. Da Bíblia às catástrofes do século XX, passando pelas obras de Shakespeare e pelas tragédias gregas, Solha mescla arte e realidade ao elaborar uma obra erudita e, ao mesmo tempo, popular. Embora no título esteja a palavra "angústia", o tema é a violência - física e moral. O termo escolhido por W. J. Solha refere-se à forma como todos lidamos com essas tragédias, de um jeito perturbador, sempre angustiado. Não poderia ser diferente. Para o escritor e crítico Paulo Bentancur, "a angústia encontrou, afinal, não seu remédio, mas um lugar fiel que reúne grandes capítulos de tormento da humanidade - o da ficção e o real". Essa "História Universal da Angústia" foi concebida segundo a "História Universal da Infâmia", de Jorge Luis Borges (...).

    Resenhas (2)Ver mais
    Felipe Mendes picture
    Felipe Mendes01/02/2012Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Somente para os fortes

    Um dos mais terríveis livros de todos os tempos. O autor reuniu nestas mais de 300 páginas a mais dolorosa, agonizante e lacrimejante realidade. A realidade choca, lendo, ela parece assustar ainda mais. O prazer de ler esse livro não se deve muito a narrativa, ou a nitidez exposta dos fatos e problemas, mas a forma como age o cérebro humano. Aqueles que cometeram tais atos — sem sensação de piedade — tinham amor? Os que se foram carregaram consigo as marcas que lhe foram infligidas em uma hora qualquer daquele fatídico dia. O dia que mudaria para sempre seus planos de vida — de futuro. As marcas já não existem mais. Elas se dissolveram em pó; exceto suas histórias. Quando estava na Biblioteca, não me lembro que dia deveria ser, olhando com olhos atentos as obras que se expunham a frente dos meus olhos, que foi justamente ao encontro daquele título — não era uma história em especial, uma história de angústia, de milhares de pessoas, da vida real. A sensação de que se tem é de que os humanos são realmente capazes de coisas terríveis, mas somente quando perdem o juízo. Ou simplesmente deixam o demônio os controlá-lo. Alguns já me disseram para não ler esse tipo de livro. Claro, a violência é detestáveis. É preciso cautela. Mas jamais iria fazer nada de errado semelhante a todos aquele que por meio de uma leitura ou outra publicação fizeram piores ainda mais. Não. É preciso por cada coisa em seu lugar.

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