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    A Queda de Constantinopla 1453 -

    Steven Runciman

    Imago
    2002
    230 páginas
    7h 40m
    ISBN-10: 853120805X
    Português Brasileiro
    4.5
    23 avaliações
    Leram40Lendo5Querem113Relendo3Abandonos0Resenhas2
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    A queda de Constantinopla é um fato de extrema importância em termos históricos. Para que se tenha uma dimensão dessa importância, basta pensarmos que o dia em que ela ocorreu, 29 de maio de 1453, foi por muito tempo (e ainda é, em alguns casos) considerado o marco do fim da Idade Média e início da Idade Moderna. A queda de Constantinopla foi o símbolo do declínio do Império Romano do Oriente (também conhecido como Império Bizantino), inaugurado por Constantino – que havia dado seu nome à cidade – no século IV d.C. Esse mesmo acontecimento marcou também o triunfo de outro império, o Otomano, que se formou a partir de um sultanato turco, em 1299, e foi o responsável pela conquista de Constantinopla. Este relato mostra como a queda de Constantinopla em maio de 1453, após um cerco de várias semanas, constituiu um doloroso choque para o cristianismo ocidental. A difícil situação da cidade não fora considerada e a ajuda enviada na crise foi insignificante. Para os turcos, a vitória significou não só uma nova capital imperial, como também a garantia de que seu império seria duradouro. Para os gregos, a conquista representou o fim da civilização de Bizâncio e provocou o êxodo dos eruditos, o que por sua vez ensejou a tremenda expansão dos estudos gregos na Renascença européia.

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    Paulo Silas Taporosky Filho picture
    Paulo Silas Taporosky Filho18/06/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    "A Queda de Constantinopla 1453" é um livro que aborda com profundidade o evento histórico mencionado em seu título, trazendo em minúcias todos os elementos e fatores prévios à derrocada da Constantinopla de até então (capital do Império Bizantino), bem como as repercussões que o domínio do local pelo sultão Maomé com os turcos otomanos, tendo-se uma obra de história com muita bagagem e densidade em seu conteúdo, fornecendo ao leitor diversas informações que permitem compreender a dinâmica do evento que representa para muitos o marco temporal que divide a Idade Média da Idade Moderna. Ao longo de duzentas páginas, Steven Runciman explora com rigor como se deu o cerco, o ataque e a queda e conquista de Constantinopla, o que é feito não apenas explanando o contexto político e social da época com os fatores que possibilitaram que o evento acontecesse, mas também descrevendo em detalhes algumas cenas das ofensivas, das batalhas, das tentativas de resistência, funcionando mais ou menos também como um diário de guerra dados os pormenores que são trazidos e explicados no livro. O autor, como bom historiador, apresenta o evento da forma menos aproximada possível no que diz respeito ao tender para suas próprias impressões de ordem pessoal. Com isso, têm-se de forma imparcial as perspectivas do mundo cristão acerca da queda de Constantinopla e a dos turcos sobre a captura da velha cidade, apresentando-se em sentido geral o que significou para ambos os lados - e para o mundo - o que ocorreu naquela região. É um livro que exige bastante do leitor ao considerar as minúcias daquilo tudo que é trazido em suas páginas, até mesmo por se tratar de uma obra acadêmica de história, mas que ainda assim conta com uma escrita que permite uma leitura aprazível até certo ponto para quem não estuda a disciplina academicamente, o que torna uma ótima obra.

    7 curtidas

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    4.5 / 23
    • 5 estrelas61%
    • 4 estrelas26%
    • 3 estrelas13%
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    • 1 estrelas0%
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    Sir James Cochran Stevenson Runciman

    Sir James Cochran Stevenson Runciman CH (Northumberland, 7 de julho de 1903 – Radway, 1 de novembro de 2000) foi um historiador inglês célebre por seu trabalho a respeito da Idade Média, e mais especificamente por sua obra em três volumes, A History of the Crusades, publicada entre 1951 e 1954.

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    Sir James Cochran Stevenson Runciman