Comprei Halo mais pela capa do que pela história.
Porque, sinceramente, já estou saturada de histórias de anjos. E por dentro sabia que mesmo a capa sendo incrível a história seria bem meia boca.
Dito e feito, clichê chato com final previsível.
Nos primeiros capítulos me empolguei bastante, os personagens eram legais, divertidos e interessantes.
Xavier, o mocinho, foge daquele estereótipo, super-bad-boy-fodão. Ele na verdade é bem popular, mas simpático e realista.
E temos a Bethany, que começa como uma personagem forte e bem humorada. Sua inocência de anjo conquista bastante e você se pega querendo ser amiga dela.
O amor de Xavier por Bethany, não é infundado, não veio do nada. Bethany é lindíssima, simpática, misteriosa e diferente. O que desperta o interesse do belo Xavier.
O romance entre os dois então começa a florescer, mas de uma maneira fofa e nada melosa.
Porém - lógico que tinha que ter um porém - a partir de certo momento começou aquela coisa Crepúsculo, Bethany que era uma personagem tão divertida, se tornou uma Bella da vida, não anda sem Xavier, não respira sem Xavier, desafia os céus por Xavier, briga com todos por causa do Xavier.
E o Xavier não ficou atrás não! Toda hora ele ficava falando para ela comer, não se esquecer de ir aula, fazia seus deveres, até RESPONDIA POR ELA! Licença, mas achei isso ultrajante. Ele estava namorando uma menina ou um filhotinho?
Confesso que na metade do livro a melação era tamanha que eu quase desisti de terminar.
E se você acha isso pouco, não se preocupe, fica PIOR!
Fui obrigada a colocar esse trecho:
" - Já mencionei que finalmente escolhi um apelido para você?
- Eu nem sabia que estava procurando um!
- Bem, venho pensando seriamente no assunto.
- E qual foi sua idéia?
- Biscoito. - anunciei orgulhosa!"
BISCOITO? BISCOITO? Bom senso mandou lembranças, né?
E além DISSO TUDO - é, colega, desgraça pouca é bobagem - Bethany ficou tão petulante que chegou a irritar. Eu que estava super me identificando com ela quis dar uns bons tapas nela. O que mais odeio são esses personagens que acham que sabem de tudo, se ferram e ficam chorando no final. Cara, tu fez a merda, agora aguenta sabe!
Achei muito forçado o jeito que a história toda se desenrolou. A autora poderia ter explorado muito mais. Feito a Bethany sofrer muito mais, pois ela mereceu muito.
Além de se contradizer toda hora, em erros como Anjos não suam nem se cansam e no capítulo seguinte ela já dizia que Bethany estava suada e passando mal, oi? Alexandra também floreia muito a escrita, são tantos adjetivos e comparações que uma hora cansa.
Concluindo, Halo é um romencezinho bem inocente e sem sal e muito cafoninha, por que, convenhamos, Xavier e Bethany? Só de ler esses nomes já me dá preguiça desse livro.
É uma boa se você é um(a) romântica assumida e quer passar o tempo. Mas se não, cuidado! Você pode acabar querendo arrancar a capa, guardar, e jogar o resto fora, haha.