Rimance da infância - e outros poemas

    Dimas Macedo

    Penalux
    2019
    68 páginas
    2h 16m
    ISBN-13: 9788558336253
    Português Brasileiro

    O labor intelectual de Dimas Macedo completa 40 anos de profícua criação poética. Rimance da infância e outros poemas é feito de odes e de elegias, de alegrias e de tristezas, como a alma encantadora e lírica do poeta. São poemas musicais e clarividentes, costurados pelo tempo, com emoção, inocência, memória, esquecimento e destempo. São 20 poemas com fortes paisagens interiores, onustos de beleza. Poesia delicada, sensível, viageira, telúrica e intimista. Com alta escritura e identidade, além de profunda, desolada, melancólica e explosiva.

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    Krishnamurti Góes dos Anjos08/02/2020Resenhou um livro
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    Rimance de infância - e outros poemas

    “Rimance de infância - e outros poemas” é o título da mais recente obra do senhor Dimas Macedo que comemora mais de 40 anos de atividade literária. Com incursões no ensaio, na crítica, e na História este prolífico escritor reúne poemas significativos realizados em um período que se estende aproximadamente de 1980, quando estreou com “A Distância de todas as coisas”, ao presente. Sem dúvida observa-se uma atitude existencial do poeta que surge da admiração diante das coisas e supera qualquer explicação científica e filosófica na sua capacidade de exprimir o indizível. Transbordam também, memórias ligadas à região onde nasceu (Lavras da Mangabeira- CE) que alargam a compreensão da atitude do eu-lírico diante do mundo, não apenas enquanto simples admiração da natureza, mas como modo de vida e cosmovisão que é expressa não só temática, como formalmente. Este o meio para a compreensão do mundo e de si mesmo, a fusão entre o eu-lírico e a paisagem: Poema “Remate” “O Salgado é o rio em que navego / um Rio Doce, reflexo de outro mundo, / onde banhei o Espírito, e genefluxo / desabitei-me da vida e fui ao fundo / do estuário do ser que atravesso, / qual um menino de olhos iracundos, / que sonha com cristais e tange o sino / da existência, de um jeito mais profundo. No Rio Doce da minha meninice, / eu cavalguei de prazeres e desejos. / Eu dei um beijo na lua, em suas águas, / e em sua estepe eu vi as lavadeiras / batendo roupas com pernas seminuas, / e vi as duas paixões da minha vida: / a escritura do ser e das palavras, / porque de Lavras provém a partitura.” Fortaleza, 10/12/2018. Forçoso concordar com Giselda Medeiros que escreveu sobre o autor: “A tonalidade semântica de seus versos, comprometida com a angústia existencial do homem, levam-nos a um estado de perplexidade, e vemos, pari passu, o onírico e o apelo social, o metafisicismo e a reflexão mística, revelados no alto potencial de expressionismo poético do autor.” Poema “Asfalto”: “Sou poeta. / É inadmissível / que eu não seja poeta. / Meu poema é de plástico. / Meu poema é uma bomba / que explode na miséria / e se lança no asfalto. / Eis aqui, portanto, / o meu poema, / a minha dor simbólica / e a minha lágrima, / a minha metafísica / e a minha angústia / e as minhas metáforas / elementares. / E a solidão guardada / em meus alforjes.” Fortaleza, 2003. E há também o canto do amor: Poema “Cravos”: “Se não fossem / esses cravos brancos / e essas densas nuvens / e esses traços rotos / eu te ergueria um castelo de flores / no outono. Eu te daria / dálias e papoulas / e te faria a vertigem / completa de meus dias, / e escalaria os teus / lábios de plumas / e as tuas mãos macias / e o teu sorriso largo / e a tua alma branca de gazela. Eu sorveria vinho em tua boca / e acordes de varejo / em tuas noites mágicas / e em tuas tardes / de luz e neblina. Eu te veria nua / em manhãs de amor / que não me chegam / e que me deixam tonto / e que me fazem, assim, / tão triste e cansado. Eu não teria, jamais, / a solidão que tenho; / e não teria também, / a solidão que mata / e a solidão que fica / na dor deste poema.” – Fortaleza 2003. Voltemo-nos para a abertura deste pequeno livro (de apenas) 62 páginas do senhor Dimas Macedo, que reúne expressivos poemas. No proêmio assinado por ele, lemos trechos muito espirituosos e uma síntese que servem positivamente de alavanca motivacional ao leitor que ainda não conhece sua obra: “São gralhas, talvez, estes poemas. E que não me venham os críticos dizerem que o livro não irá ao fogo. Lembra-me, de passagem que Rimance é uma casa de telhado malfeito, cujas paredes foram levadas pelo vento.” ... “Morro à mingua e não falo aquilo que desejo. Literatura é sangue, e o meu sangue está correndo na sarjeta. A semente da morte cantando em minha alma, e toda a sinfonia do mundo no ouvido. E eu sentindo a existência perdida na varanda, e a varando boiando nas águas de um rio. Nasci poeta, quem sabe? Cresci poeta e não vejo. Luto com a luta de um texto e sempre estou errado, pois o poema me suga, o poema me morde, o poema me mata e rouba minha vida. Poema é osso, meus amigos; poema é sangue que refuga a vida que não vige. Poema é elixir para vermes, fermento para traças e papel velho que não queima. E a poesia é taxa de miséria que não vale a pena.” E é então que o leitor se sente ainda mais tentado a virar a página e ler e reler estes 20 poemas de “Rimance de infância” do senhor Dimas Macedo. Livro: “Rimance de infância - e outros poemas” de Dimas Macedo– Editora Penalux, Guaratinguetá - São Paulo, 2020, 62 p. ISBN: - 978-8558-336-2-53 Link para compra e pronta entrega: https://www.editorapenalux.com.br/loja/rimance-da-infancia

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