O autor narra sua história na terceira pessoa, sob a ótica de Petar um menino que com sua família, buscam alguma paz e que em meio a segunda guerra mundial saem da Croácia, seu país natal e fogem para encontrar refugio em algum lugar da Europa, mas nessa busca muitas incertezas os acompanham, além de preconceito, fome e inseguranças diversas, depois de passar por vários países, desde a Itália até a Suíça, quase morrem e nosso Petar vai crescendo e deixa de ser um menino para se transformar em um adolescente, cheio de perguntas sem resposta.
Por vezes, a sessação que se tem é que o autor transfere muitas de suas experiencias de vida no período da infância e juventude, para criar essa história ficcional, muitas questões são mais do autor que de Petar, pelo menos essa foi a impressão que deu, pois a inquietude nem sempre era plausível, nem o conforma-se de Petar, mas tinha mais o proposito de construir a narrativa. Apesar de ser sobre a guerra é também uma busca humana e as inevitáveis incoerências de qualquer sociedade. A leitura é leve, despretensiosa e faz pensar.