Gran e seus amigos finalmente localizam o Grão-duque, mas ele, tomado por um sentimento de vingança, rapta Lyria e a usa como fonte de energia para ativar Colossus. Será que a magia que Io conjurou com todo seu sentimento alcançará o Grão-duque?!
Gran e seus amigos finalmente localizam o Grão-duque, mas ele, tomado por um sentimento de vingança, rapta Lyria e a usa como fonte de energia para ativar Colossus. Será que a magia que Io conjurou com todo seu sentimento alcançará o Grão-duque?!
O quarto volume é mais voltado para "aprofundar" a história, no pouco que ela se aprofunda. Vemos alguns questionamentos quanto à origem da civilização celeste que vemos recebendo pistas a todo momento na história; Quem seriam essas pessoas? Como morreram? Qual a sua relação com as bestas do cristal? A luta entre o grupo de Gran e Tzaka tem o seu fim com Io precisando mostrar toda a sua coragem diante de seu mestre e que um feiticeiro deve levar sorrisos às pessoas. E Gran finalmente mostra sua coragem em um confronto desigual contra Colossus, uma enorme criatura mecânica que incorpora todos os desejos dos antigos draphs. Na parte final deste quarto volume o grupo chega nas ilhas Auguste, um lindo lugar repleto de lojas e novidades, mas que possui um segredo que pode ser destruidor. Um segredo que é praticamente um Leviathan. Além de descobrirmos como Katalina salvou Lyria das garras do Império antes de se encontrar com Gran. Preciso dizer o quanto os combates desse mangá são confusos. Raramente vi algo parecido. Daqueles que você fica tentando virar o mangá de ponta a cabeça para tentar entender alguma coisa do que está acontecendo. O vilão deu uma espadada ali? Como? Onde foi parar o braço do protagonista? Existem dois problemas que ficam evidentes nestas duas edições: a falta de simultaneidade (que já mencionei antes) e os problemas de escala. Vou falar mais do segundo porque não quero me repetir nas críticas. Alguns mangás ou até comics mesmo, gostam de apresentar personagens realizando ações grandiosas. Golpes inacreditáveis que o leitor fica impressionado ou encantado com aquilo. Hirohiko Araki é um mestre nessa arte em Jojo's Bizarre Adventure. Os personagens fazem poses bizarríssimas (no pun intended), mas o leitor consegue compreender o que está acontecendo. O personagem pode ter dobrado a perna em seis direções diferentes, mas a cena deixa isso claro para quem está observando. Em Granblue, na maior parte das vezes sei o que se passa nos quadros. A Io invoca um ataque e ele brota no peito do personagem... O Colossus dá um corte para algum lado e eu não sei o que ele fez exatamente, sem mencionar que a imagem do corte mal aparece. Os personagens não aparecem atacando, eles brotam magicamente do outro lado. Para mim, a arte deste quarto volume conseguiu ser ainda menos eficiente do que no anterior e demarcou os graves problemas do mangá. A resolução do conflito com Tzaka é bem anticlimática. Depois de apanharem por quase um volume inteiro do mangá, o adversário é derrotado de uma forma decepcionante. Nem apelar para os sentimentos foi. Vacilar o ataque... não. Nada disso. Sem mencionar que a desculpa para o Tzaka resolver atacar o próprio reino é bastante furada. Há uma menção bem distante que eles acreditam que houve influência do cristal negro, mas isso não ficou claro para o leitor. Foi uma frase em um parágrafo de um balão onde os personagens falavam de outra coisa e alguém mencionou, para não deixar a Io triste, que houve essa situação. Mais uma vez: no anime a influência do Império e a contaminação de Tzaka são bem mais claras. Não é uma solução perfeita, mas está anos-luz melhor do que o que Fugetsu fez aqui. A preguiça narrativa me irrita horrores nesse mangá e fica novamente evidente para o leitor que as conveniências se espalham. O vilão pode ser imortal e terrivelmente poderoso; se o autor quiser, um peteleco na cabeça irá destruí-lo. A história dá uma paradinha na praia, afinal por que não? Ver meninas de biquini ou maiô, um pouquinho de fan service aqui ou acolá. Pelo menos o autor usou isso para mover a história de algum jeito ao invés de deixar um fan service gratuito. Apesar de ter algumas cenas vergonha alheia como o protagonista dando uma secada em outras duas garotas que aparecem depois (será que elas farão parte do grupo? sim ou claro?) e tudo desemboca em um combate contra Furias e Pommern com os personagens brigando com roupinhas de baixo. Olha... o meu nível de rabugice com esse mangá está nas estrelas. Nada faz muito sentido, temos os golpes dos personagens em que o artista nem anima como são os golpes. Os danos brotam na armadura do vilão como mágica. Acho que o efeito era esse mesmo né? Ser mágica? Eles reencontram Eugen, um personagem que havia sido mostrado no passado de Rackam e havia o ajudado a reformar a Grandcypher. Ele é um mercenário que vive em Auguste ajudando contra as incursões do Império. Ainda faltam mais três volumes para terminar esse sofrimento e posso dizer que esse volume em especial foi tenebroso. Nada conseguiu me agradar: a arte apresentou muitos pontos fracos e piorou em relação à edição anterior (que já não era boa) e o roteiro se pauta em esquisitices saídas sabe-se lá de onde. Quando se tem um material original, que é o game, aonde aproveitar a narrativa e os desenvolvimentos, e se aproveita mal isso, o que isso faz de você? Por mais que o roteiro do game seja mediano, não tem como errar a mão. Nem que seja fazer copiar e colar. Tem animes como Tales of Zestiria que fizeram isso no passado e nem foram adaptações tão ruins. Pasmem... a animação consegue ser estupidamente melhor do que o mangá. Não à toa a animação vai para a terceira temporada e o mangá foi cancelado. Me pergunto o motivo disso...

