Húmus, Raízes e Silêncios Minerais é o primeiro livro de poesia do escritor Guilherme Borges. Este livro está dividido em quatro partes: Pedras, Plantas, Minhocas e Tecnologias. Podemos perceber a relação do homem e a natureza em cada uma dessas partes de forma antropomorfa, no qual os elementos naturais contidos nos textos podem apresentar características humanas, trazendo essa conexão do homem com a mãe terra.
É uma leitura que requer desprendimento da realidade e imaginação. Um texto que requer interpretações além do escrito. Um livro curto, mas que traz muitas reflexões sobre como estamos nos comportando diante a natureza desse planeta e que nos faz lembrarmos que devemos estar em constante união e comunhão com ela.
O planeta Terra é colocado nesses textos como um gigante organismo vivo, que tem sentimentos, necessidades fisiológicas, que está em constante construção e aprendizado. Podemos perceber as grandes semelhanças com a humanidade, mas por que nos mantemos tão distantes da natureza? O ego humano nos faz sentirmos superiores, capazes de sobreviver à parte, substituindo os recursos naturais por mercadorias sem sentidos que prejudicam ainda mais esse elo que deveríamos ter com a Mãe Terra.
Homem e natureza dependem inteiramente um do outro, mas constantemente vemos essas duas palavras sentido aplicadas de forma oposta. Temos que lembrar que a espécie humana é apenas mais uma morando nesse Planeta que abriga bilhares de vidas diferentes. Mas somos a única espécie que rompe esse equilíbrio com a natureza.