Sem romance
Peguei este livro por acaso na casa da minha sogra. Não sabia mesmo quem era a autora, mas bastou um Google para ver que valeria a pena tentar a leitura. Não se trata de um romance ou mesmo uma mera história de aventura, mas sim de uma narrativa vivaz de todo o projeto que levou o homem à Lua. Como enviada para cobrir o evento, a jornalista traz de forma direta um descritivo dos principais personagens envolvidos, do clima político e científico que circulava nos bastidores. Sua opinião aliás é bem transparente (vale aqui ressaltar que não vou entrar no mérito das controvérsias da autora). Da minha parte, não sou a mais entusiasta sobre este tipo de tema. Nunca tive curiosidade de ir mais a fundo sobre a discussão, tampouco de discutir teorias. Porém, é uma escrita interessante e dinâmica, própria de uma jornalista. Hoje fico pensando qual seria a função do jornalismo em si. O trabalho é resultado de um compilado de artigos que posteriormente virou um livro com finalidade educacional em uma época em que as informações eram limitadas. Agora, em um mundo com tamanho avanço tecnológico, qual seria a função do jornalismo? Algo mudou? Seria apenas combater fake news? As pessoas ainda irão se ater a artigos críticos ou ficaremos somente em vídeos curtos? Talvez nada mude, pois parte do trabalho deve vir da criatividade humana. Entretanto, fico pensando em como as funções mudam em tão pouco tempo… Aliás, será que o homem foi à Lua? Tem que duvide. Eu diria que, pelo menos, para a Oriana a viagem foi real.