Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores146
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Marxismo E Alienação - Contribuição para um estudo do conceito marxista de alienação

    Leandro Konder

    Espressão Popular
    2009
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9788577431205
    Português Brasileiro
    3.8
    21 avaliações
    Leram43Lendo7Querem94Relendo0Abandonos2Resenhas1
    Favoritos2Desejados94Avaliaram21

    Este é o primeiro livro de Leandro Konder, publicado em 1965. Sua importância histórica é dupla: de uma parte, enfrenta uma temática até então negligenciada pelos estudiosos brasileiros - o conceito marxista de alienação; de outra maneira, assinala uma inflexão na reflexão filosófica do marxismo no Brasil, ao tratar da obra de Marx num registro decididamente antidogmático.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (1)Ver mais
    Doney Corteletti Stinguel picture
    Doney Corteletti Stinguel31/01/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Lista de Livros: Marxismo e Alienação, de Leandro Konder

    Parte I: “Através da interpretação marxista, estamos em condições de compreender que, dentro de uma sociedade dividida em classes, “a prática individual, façamos o que fizermos, realiza em cada um o ser de classe” (Sartre). Graças a ela, podemos afirmar que, “cada vez que se trata de achar a infraestrutura de uma filosofia, de uma corrente literária ou artística, chegamos, não a uma geração, a uma nação ou a uma igreja, mas a uma classe social e às suas relações com a sociedade” (Lucien Goldmann). A partir da convicção de que o ser condiciona o pensar, Marx e Engels aferiram a extraordinária importância da maneira de ser condicionada pelo tipo particular de inserção do indivíduo dentro da estrutura social que é a sua pertinência a uma determinada classe social. É evidente que Marx e Engels – como pensadores dialéticos que eram – jamais conceberam as relações entre o ser e o pensar como relações de causa e efeito puramente unívocas, e sim como interações (a anterioridade do ser em relação ao pensar devendo ser encarada como um momento, como um dado histórico concreto, e não como uma lei metafísica). É evidente, também, que Marx e Engels não pretenderam reduzir a riqueza da psicologia individual e a autonomia do movimento da consciência a um protótipo abstrato de consciência de classe. Coube-lhes, porém, vibrar um autêntico golpe de morte nas análises que supunham ser possível captar o fundamental de uma mentalidade, quer no caso de um indivíduo, quer no caso de uma coletividade, sem partir do estudo do seu relacionamento essencial com as condições concretas em que vivem o indivíduo ou a coletividade dados.” * Mais do blog Lista de Livros em: https://listadelivros-doney.blogspot.com/2020/12/marxismo-e-alienacao-contribuicao-para.html XXXXXXXXXXXXXXXXXXX Parte II: “Por força da cisão entre indivíduo e espécie, os indivíduos tendem a ter deles mesmos uma visão mutilada, uma vez que não se veem como indivíduos integrados normalmente numa espécie. Torna-se difícil compreender claramente a unidade do gênero humano, pois esta unidade se acha duramente atingida, na prática, pela divisão do trabalho e pela propriedade privada. Passam a faltar-lhes condições que propiciem uma clara percepção daquilo que eles possuem de comum uns com os outros; e as diferenciações individuais passam a ser observadas independentemente da história concreta e das condições materiais de vida dos homens.” * Mais em: https://listadelivros-doney.blogspot.com/2020/12/marxismo-e-alienacao-contribuicao-para_24.html XXXXXXXXXXXXXXXXXXX Parte III: “As verdades da ciência são universais, mas não são eternas, estáticas, fixas, ou metafisicamente absolutas. A universalidade delas não consiste no fato de que devam permanecer inalteradas para todo o sempre; consiste na sua incorporação irreversível ao movimento que realiza o avanço do conhecimento científico. Se não nos preveníssemos quanto a este modo de ver errôneo, estaríamos analisando antidialeticamente o desenvolvimento do conhecimento científico: estaríamos separando, à maneira metafísica, uma verdade abstrata e um erro também abstrato, esquecendo a lição de Hegel segundo a qual “o erro é um momento necessário da verdade” * “No campo das ciências sociais as verdades são inevitavelmente prenhes de implicações políticas.” * Mais em: https://listadelivros-doney.blogspot.com/2020/12/marxismo-e-alienacao-contribuicao-para_21.html XXXXXXXXXXXXXXXXXXX Parte IV: “Depois de terem reduzido os negros à condição de engraxates, eles concluem que os negros só servem mesmo para engraxar sapatos.” (George Bernard Shaw) * “O polonês Kolakowski mostra que o burocrata que justifica procedimentos desumanos em função da necessidade de apressar a construção do socialismo esquece-se, na verdade, que o socialismo não se resume na mera realização de certas tarefas econômicas, esquece-se que o socialismo (tal como o concebeu Marx) é a humanização dos homens, e não leva em conta o fato de que as práticas de desumanidade acarretam deformações em quem as sofre e em quem as pratica, retardando, por conseguinte, o avanço para o socialismo. Para a ética revolucionária marxista, fins e meios acham-se organicamente ligados: os fins não são indiferentes aos meios que conduzem a eles. A interpretação cínica da máxima de que “os fins justificam os meios” é tão inaceitável quanto o moralismo dos fariseus, que querem que a revolução se faça com “bons modos”, através da pura persuasão, dos exemplos dignificantes, dos conselhos amenos e das exortações sentimentaloides. A recusa do moralismo estreito não conduz necessariamente ao cinismo. Mas o procedimento dos estalinistas, na prática, em diversas circunstâncias, deixou-se orientar por uma concepção cínica, superficial. E é esta visão cínica, deformada, imediatista, que podemos encontrar em numerosos incidentes ocorridos sob Stalin e na maneira como foram solucionados, com sério prejuízo para a superação da alienação da humanidade.” * Mais do blog Lista de Livros em:

    42 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 21
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas19%
    • 2 estrelas10%
    • 1 estrelas5%
    Leandro Augusto Marques Coelho Konder profile picture

    Leandro Augusto Marques Coelho Konder

    Filósofo marxista brasileiro, formou-se em direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e obteve o título de doutor em filosofia pela mesma em 1984. Atuou como advogado criminalista e, depois, trabalhista, até ser demitido dos sindicatos em que trabalhava, em função do golpe militar de 1964. Foi professor da Universidade Federal Fluminense e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Atuante escritor, foi autor de inúmeras obras em diversas áreas do conhecimento, como filosofia, sociologia, história e educação. Foi um dos principais divulgadores do marxismo no Brasil, tendo especial papel na introdução da obra de Lukács no país. Faleceu aos 78 anos.

    25 Livros
    28 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Leandro Augusto Marques Coelho Konder