Graça Inglória - Introdução e crítica à dotrina da salvação universal

    Tiago Albuquerque

    Dois Dedos de Teologia
    2020
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9788552900238
    Português Brasileiro

    Neste livro, você encontrará uma vigorosa defesa da doutrina bíblica da salvação precedida de uma didática exposição da heresia que essa doutrina combate, qual seja, o universalismo - defesa de que a salvação é universal, com uma variação ou outra a depender do teórico, consistindo em que, no final, todos serão salvos. Embora o universalismo não seja uma heresia elaborada na última conferência de jovens inundada por luz negra, strobe e música emocionante, ainda precisa ser combatida, visto que insistente. Infelizmente, como bem prova o autor, é possível observar um fenômeno particularmente brasileiro em defesa do universalismo, o que ele chama de "universalismo tupiniquim", portante é urgente que se construa e divulgue uma doutrina da salvação pela graça, de acordo com as Sagradas Escrituras, direcionada especialmente aos crentes brasileiros do século 21. Não podemos aceitar o universalismo ou qualquer outra doutrina herética que simule roubar a glória devida a Deus, e a defesa da sã doutrina por meio de escritos como este que você tem em mãos deve ser sempre feita com temor e tremor, objetivando justamente a exaltação da glória de Deus!

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    Aguinaldo Cabral15/07/2021Resenhou um livro
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    ALBUQUERQUE, Tiago. Graça Inglória: Introdução e Crítica à Doutrina da Salvação Universal. Brasília, DF: Editora 371 [Dois Dedos de Teologia], 2ª ed., rev. e atual. 2019 [2020]. 256 p.

    Tiago Albuquerque é Pastor Líder da Igreja Bíblica Batista do Planalto (Fortaleza/CE), diretor do Th.M. e Ph.D em Biblical Studies do Instituto Aubrey Clark em parceria com a Clark Summit University. Ele é formado em Letras pela UFC (Universidade Federal do Ceará - 2009), em Ministério Pastoral pelo SIBIMA (Seminário e Instituto Bíblico Maranata - 2010), especialista em Exposição Bíblica pelo Aubrey Clark (2012), Th.M. em Antigo Testamento pelo Baptist Bible Seminary (2019) e cursa o Ph.D. em Novo Testamento na Clark Summit University. No livro, conforme destaca o subtítulo, o autor faz uma introdução à Doutrina herética da salvação universal ou, como é popularmente conhecido, o universalismo. Através da obra, entende-se que o universalismo é tão perigoso quanto ao aniquilacionismo, pois enquanto este diz que todas as almas dos pescadores sem Cristo serão aniquiladas após a morte, aquele promove a salvação para todos sem a necessidade de arrependimento e transformação de vida. Tal heresia não é nova. Ela tem como precursores dois grandes Pais da Igreja, Orígenes (185-254) e Gregório de Nissa (335-394). Embora o autor considere que Clemente de Alexandria (150-215) já pensava sobre a matéria. Em seu livro, Albuquerque faz um breve resumo histórico da teoria universalista analisando desde os escritos de Orígenes, passando por alguns intelectuais religiosos entre os séculos 16 a 19 como, por exemplo, Schleiermacher (1768-1834), chegando aos proponentes do universalismo do século 20 aos dias atuais. A obra apresenta como expoentes universalistas pós-modernos os pastores Rob Bell (EUA), pastor da igreja Mars Hill Bible Church e o brasileiro Ed René Kivitz - embora Kivitz não se declare abertamente um universalista dogmático, mas apenas por "esperança" -, pastor da igreja Batista Água Branca em São Paulo. Kivitz, conforme constata o autor ao analisar sua exposição da carta de Paulo aos Romanos, é evasivo na sua mensagem, deixando dúvidas sobre uma doutrina extremamente importante há muito defendida pela teologia ortodoxa - a Doutrina do Inferno. Para o autor, o universalismo torna-se mais perigoso ainda com a pós-modernidade, porque caminha de braços dados com o ecumenismo religioso e com o forte apelo ao pluralismo e à tolerância em nome de um amor genérico, afinal todos serão salvos mesmo. O ápice do livro está na abordagem que o autor faz nos escritos do apóstolo João concernente à incredulidade, com a qual ninguém verá a glória de Deus, apenas sua ira, o conceito de vida eterna sob a tutela do amor (não o genérico), da verdade e da obediência à Palavra (1Jo 3:4-6), e a necessidade da expiação de pecados alcançada no justo sacrifício de Jesus em favor dos escolhidos. O universalismo torna o sacrifício de Cristo um mero apêndice para a salvação, ignorando "a gravidade do pecado" e a necessidade de estar sempre lutando contra ele. A morte de Cristo não foi tão somente para demonstrar o amor de Deus, mas para aplacar sua ira contra o pecado e beneficiar graciosamente os eleitos. Ovelhas e bodes não podem ficar juntos dentro do mesmo aprisco.

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