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    Lógica para principiantes -

    Pedro Abelardo

    Unesp
    2005
    96 páginas
    3h 12m
    ISBN-11: 8571396280_
    Português Brasileiro
    3.3
    25 avaliações
    Leram38Lendo12Querem61Relendo0Abandonos0Resenhas2
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    A obra de Abelardo distribui-se em várias direções - teologia sistemática, exegese bíblica, sermões, ética, lógica, sem esquecer a poesia e as cartas. Não seria exagero dizer que ele teve papel de destaque em todos estes setores. No que diz respeito à lógica, Abelardo nos deixou quatro textos - Introductiones dialecticae, Logica 'Ingredientibus', Logica 'Nostrorum petitione sociorum' e Dialectica. Trata-se do mais importante monumento ligado à chamada 'Lógica velha'. A 'Lógica para principiantes' de Pedro Abelardo não é uma simples 'introdução à lógica'. É o primeiro grande tratado medieval de lógica que chegou até os nossos tempos. Este volume, Logica 'ingrendientibus', pode ser dividido em três grandes partes. A primeira é constituída por considerações gerais sobre a lógica e a filosofia. A segunda contém um comentário literal da introdução da Isagoge. A terceira, na qual nos deteremos com mais vagar, é justamente uma investigação sobre as perguntas de Porfírio com o objetivo de respondê-las.

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    Filino Carvalho Neto picture
    Filino Carvalho Neto31/07/2020Resenhou um livro
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    Denso... e essencial para a famosa "querela dos universais" e o "nome da rosa"

    Trata-se de um texto importante para os que se debruçam sobre Filosofia, notadamente a medieval e, em particular, por tratar da questão acerca dos universais - afinal, eles existem por si sós; são (in)corpóreos...? A partir de uma glosa de Porfírio e sua "Isagoge", Pedro Abelardo discorre sobre o que se concebe como universal (presente no gênero e na espécie), abordando questões que foram tocadas somente "en passant" por Porfírio. A linguagem não é das mais agradáveis; afinal, é tipicamente um texto "técnico" de filosofia - e abordando um tema tipicamente medieval. Abelardo aponta na direção na qual os universais são predicados (pelo homem) a partir de muitos, por intermédio da abstração. E numa linguagem sinuosa, conclui tanto pela corporeidade como pela incorporeidade, mas desde que enfocados, cada um desses, por perspectivas diversas (mas não excludentes entre si). De qualquer modo, os universais não existiriam em separado daquilo a partir do qual são encontrados. Também nesse texto lê-se a famosa questão acerca do "nome da rosa": afinal, esse nome subsistiria caso não houvesse mais nenhuma rosa? Segundo Abelardo, o nome da rosa continuaria a ser significativo, mas careceria de denominação. O caráter significativo perduraria até porque, caso contrário, não seria possível enunciar que "as rosas não existem". A despeito de curto, não se trata de um texto fácil. Mas é importantíssimo para a história da filosofia.

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    Petrus Abaelardus

    Pedro Abelardo, Petrus Abaelardus (Le Pallet próximo de Nantes, Bretanha, 1079 – Chalons-sur-Saône, 21 de abril 1142) ficou conhecido do público por sua vida pessoal e o relacionamento com Heloísa, de que fala em sua História das Minhas Calamidades.

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    Petrus Abaelardus