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    candomblé, tipos psicológicos nas religiões afro-brasileiras - a religião do corpo e da alma

    Carlos Eugênio M. de Moura

    pallas
    2006
    225 páginas
    7h 30m
    ISBN-10: 8534701989
    Português Brasileiro
    4.3
    3 avaliações
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    resultantes d eum extenso e minucioso levantamento bibliográfico com mais de dois mil títulos sobre as religiões dos orixás em países como Brasil, cuba, haiti, nigéria e benin, os livros organizados por carlos eugênio marcondes de moura, têm como características fundamentais estimular a produção acadêmica, reeditar textos já publicados em livros esgotados, traduzir textos de autores estrangeiros sobre diversos temas ligados às religiões de origem afircana e seu desenvolvimento no continente americano.

    Resenhas (2)Ver mais
    Amauri Santos picture
    Amauri Santos23/01/2019Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    CANDOMBLÉ, UMA RELIGIÃO DO CORPO E DA ALMA..

    Finalizei mais uma leitura, dessa vez li sobre o universo, os encantos, mistérios, e belezas do Candomblé! Uma religião muito antiga, que resiste bravamente, a qualquer tipo de intolerância que vem sofrendo há muitos anos, junto com outras religiões de matriz africana! É muito comum associarem, o Candomblé, ou qualquer outro tipo de manifestação de fé, que seja de origem africana, como uma coisa ruim, muitos denoninam vulgarmente como "macumba", "magia negra", "feitiçaria", entre outras coisas preconceituosas e pejorativas! É preciso conhecer de fato um barracão, uma "roça" de Candomblé, pra que depois se tenha uma ideia formada sobre essa linda religião, que não faz o mal, que não é o mal, que não acredita no diabo, muito menos o cultua! Desmistificar é preciso! O livro traz relatos muito fortes, onde nos mostram a convivência, o dia-a-dia dos irmãos de fé, junto com sua comunidade, temas como classe social, sexualidade, cargos dentro do barracão, os arquétipos dos orixás, e muito mais... O preconceito que se tem com o Candomblé, na maioria das vezes, está ligado direta ou indiretamente ao racismo, infelizmente! Os Orixás são as forças da natureza, e cada um tem seu "departamento"... As festas são regadas de muitas comidas, bebidas, as danças são espetaculares, os orixás quando "estão em terra", é coisa linda de se ver, sentir, é o contato com o sagrado, o som do atabaque contagia, as cantigas são rezas, tudo tem um motivo, nada é em vão.. Diferente da Umbanda, que também é uma religião muito rica culturalmente, e que tem seu valor e FUNDAMENTO, o Candomblé guarda muitos segredos, mistérios, que somente um iniciado sabe, aquele que já é feito ( yaô)... E justamente por haver esses segredos, é que a imaginação, a maldade, e o preconceito de muitas pessoas, acabam disseminando um ódio, gerando aversão a religião! É importante enfatizar, que existem pessoas boas e más em todas as religiões, existem MÉDIUNS sérios, e maldosos em todos os segmentos espiritualistas! Não podemos generalizar! Descontruir nossos preconceitos, é necessário! As religiões de matriz africana, "abrigam", acolhem, qualquer pessoa, independente de cor, classe social, sexualidade, partido político, profissão, entre outros fatores! A fé ao orixá é o que importa, como você se dedica ao "santo" é o que vale! Agradeço a amiga Adriana Marques pelo lindo presente, que Logunedé te faça muito feliz, te cubra de axé, prosperidade e muita paz! EPA BABÁ OXALÁ! Laroyê Exú! Aquele que abre todos os caminhos!

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    Carlos Eugênio Marcondes de Moura profile picture

    Carlos Eugênio Marcondes de Moura

    Sociólogo, iniciou seus estudos acadêmicos na Universidade de Genebra, Suíça (Escola de Intérpretes, da Faculdade de Letras, e Faculdade de Ciências Econômicas e Sociais). Bacharelado na Escola de Sociologia e Política, complementar da Universidade de S. Paulo, e doutorado defendido no Departamento de Sociologia da Universidade de S. Paulo. Pós-Doutorado no Instituto de Estudos Brasileiros, desta mesma instituição. Formado em interpretação pela Escola de Arte Dramática de São Paulo, foi um dos fundadores do Serviço de Teatro, da Universidade Federal do Pará, onde lecionou, e ex-professor do Departamento de Teatro da Escola de Comunicações e Artes, da Universidade de S. Paulo. Foi pesquisador do Setor de Artes Cênicas, do Centro de Documentação Sobre Arte Brasileira Contemporânea (IDART), da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Publicações: na área de história social do Vale do Paraíba em sua vertente paulista (Os Galvão de França no Povoamento de Santo Antônio de Guaratinguetá. 3ed. S. Paulo: Editora da Universidade de S. Paulo, 1995; O Visconde de Guaratinguetá – Um Fazendeiro de Café no Vale do Paraíba. 2ed. S. Paulo: Studio Nobel, 2002); na área de teatro (As artes do espetáculo na Província de S. Paulo. A Temporada Artística em Pindamonhangaba em 1877-1878. S. Paulo: Secretaria de Estado da Cultura, 1976; O Teatro que o Povo Cria. Cordão de Pássaros, Cordão de Bichos, Pássaros Juninos do Pará. Belém: Secretaria Estadual de Cultura, 1998) na área de antropologia visual (A Travessia da Calunga Grande – Três Séculos de Imagens sobre o Negro no Brasil (1639-1899). 2ed. São Paulo: Editora da Universidade de S. Paulo, 2012 e Estou Aqui. Sempre Estive. Sempre Estarei. Indígenas do Brasil. Suas Imagens. 1505-1945. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2012, livro vencedor do Prêmio Jabuti 2013, em primeiro lugar na categoria Livros de Arte e Fotografia). É organizador da edição e um dos autores do livro na área de história da fotografia no Brasil (Retratos Quase Inocentes, S. Paulo: Nobel, 1983), Vida Cotidiana em São Paulo no Século 19. Memórias, Depoimentos, Evocações (S. Paulo, Secretaria de Estado da Cultura, Universidade Estadual de S. Paulo, Imprensa Oficial do Estado e Ateliê Editorial), premiado pela Academia Paulista de História. Organizou e é um dos autores da edição bilíngue do livro Brasil – Grã Bretanha. Uma relação de cinco séculos (São Paulo: Associação Cultura Inglesa, 2010. Organizador e coautor do livro Fazendas de café do Vale do Paraíba. O que os inventários revelam – 1817-19l5. São Paulo: CONDEFHAAT; Secretaria Estadual de Cultura, 2014. É organizador, tradutor e coautor de sete coletâneas sobre religiões brasileiras de matrizes africanas, com ênfase no candomblé, publicadas entre1982 e 2005 pelas editoras Ágora, Nobel, EMW Editores, Edicon/Edusp, Axis Mundi/Edusp, Pallas e Empório de Produção. Dedica-se há mais de vinte anos à tradução, tendo cerca de cinquenta títulos publicados pelas mais importantes editoras do país, entre elas Brasiliense, Companhia das Letras, Cosac & Naify, Nobel, Três Estelas e Editora da Universidade de São Paulo. Foi assistente de curadoria, curador-associado e curador de várias exposições em torno do retrato no Brasil e da cultura afro-brasileira, entre as quais Retratos Quase Inocentes (Museu da Imagem e do Som, S. Paulo, 1983, e Pinacoteca do Estado, 1990), Religiosidade Afro-Brasileira (Feira do Livro, Frankfurt, Alemanha, 1994) e Arte e Religiosidade no Brasil – Heranças Africanas (Parque do Ibirapuera, S. Paulo e Casa França-Brasil, Rio de Janeiro, abril-setembro 2000). Um dos curadores das exposições O Café (Banco Real, S. Paulo, agosto-outubro 2000) e Britânicos no Brasil (Centro Britânico, S. Paulo, agosto-setembro 2001). Bolsas recebidas: Fundação Vitae, Conselho Nacional de Pesquisa, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de S. Paulo, Fundação Fullbright e Fundação Guggenheim (Estados Unidos). Uma das maiores contribuições de Moura para as pesquisas sociológicas e antropológicas da história do Brasil, entre outras, foi a publicação do lívro A travessia da Calunga Grande. Três séculos de imagens sobre o Negro no Brasil[1][2][3]. A obra contém uma coletânea de imagens de diversos artistas trazidos ao Brasil por Maurício de Nassau no século XVIII, e fotografias de diversos autores que retratam pessoas de várias épocas e é um livro significativo no estudo da iconografia dos afro-brasileiros no período de 1637 a 1899.

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    São Paulo, Brasil

    Carlos Eugênio Marcondes de Moura