Assim como o primeiro livro, a leitura é bastante fácil. As coisas permanecem vertiginosas, mas não tanto quanto o anterior. O narrador continua entregando muito fácil alguns fatos e facilitando demais algumas coisas pros personagens, mas gostei da profundidade que eles receberam.
Novamente, a linguagem voltou a me incomodar. É moderna demais nas cenas que se passam entre o século XV e XIX. E apesar da tamanha obscuridade dos fatos, a narração parece não fazer jus.
Não estou dizendo que a linguagem de uma narração precisa sempre estar super formal e nem que o autor não sabe escrever. Eu sei que o objetivo da ficção é fazer o leitor se sentir tão bem vindo, que ele esquece que está lendo uma história. O que eu quero dizer, é justamente que o tempo todo eu soube que estava lendo uma história.
Achei legal a inserção da história em fatos históricos, como peste negra e czares russos. O vácuo do epílogo do primeiro livro, se concretizou neste, o que me fez pensar que o autor pode juntar a duologia e fazer um só volume.
O Homem Fantasma 2 é uma boa continuação. Há uma referência da cultura pop, o que me deixou bem feliz. As reviravoltas e a trajetória do protagonista e do antagonista me agradaram. Porém, possui cenas de batalha e massacres bem pesadíssimas. Portanto, se você gosta de uma boa fantasia com horror, essa é uma boa opção.