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    O irmão que tu me deste -

    Carlos Heitor Cony

    Ediouro
    1979
    111 páginas
    3h 42m
    ISBN-10: 8500005947
    Português Brasileiro
    3
    283 avaliações
    Leram427Lendo37Querem107Relendo0Abandonos13Resenhas38
    Favoritos2Desejados107Avaliaram283

    Dois irmãos de uma família abastada da zona sul do Rio de Janeiro. Alfredo, o mais novo e Alberto. Narrado em 1a pessoa pelo irmão mais novo. Todas as informações do mundo que recebemos é através de sua visão e, desde o inicio parece confusa. Em nenhum momento temos elementos suficientes para definir os outros personagens, pois só os conhecemos pela descrição do narrador e somos conduzidos a imagina-los a partir desta perspectiva, acabamos nos confundindo com ele. As brincadeiras e a vida particular do irmão mais velho, seus amigos e suas dificuldades para superar os problemas peculiares da pré-adolescência são vistas como anormais pelo narrador, que preferia as brincadeiras solitárias e a observação furtiva das amizades do outro. Sem amigos, procura defender os relacionamentos do irmão com a desculpa de que queria vê-lo feliz. Ele é que sofria. O ciúme do autor, demonstrado em todas as coisas, faz com que o narrador valorize determinadas situações. Na festa de 15 anos do irmão mais velho o narrador ficou particularmente perturbado e sentia-se deslocado. Foi para o quarto mais cedo e embriagou-se com uma dose de vodka, causando uma série de problemas durante a festa Pelo fato de não conseguir resolver os problemas de relacionamento o narrador resolve ir para Paris. Para o pai, ter um filho estudando na França era questão de status. Para Alfredo era uma fuga. Dinheiro não era problema e o pai arranjou tudo para que o filho não tivesse nenhuma dificuldade enquanto estivesse no exterior. Mas, foi exatamente aí que surgiu o problema: inexperiente, com dinheiro no bolso, entusiasmado com a idéia de estar morando sozinho, conhece uma garota extremamente liberada, Chantal; um garçom oportunista que o apresenta a um traficante de drogas e... a decadência que culmina com um crime. Foi uma longa e difícil caminhada. O pai, novamente, providenciou tudo para a recuperação do filho. O cérebro ficou afetado. O sofrimento permitiu que a família se encontrasse um final satisfatório.

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    Hillary Sanrei picture
    Hillary Sanrei30/06/2021Resenhou um livro
    2.5 (Razoável)

    Lento

    Pra um livro tão curto ele é muito lento. O autor mastiga a história do personagem de uma forma q algo q poderia ter sido contado em 2 capítulos foi contado em 9. Pra piorar ele só vem desenvolver a história na terceira parte do livro atropelando todos os acontecimentos pra chegar ao "clímax".

    13 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3 / 283
    • 5 estrelas11%
    • 4 estrelas16%
    • 3 estrelas37%
    • 2 estrelas29%
    • 1 estrelas7%
    Carlos Heitor Cony profile picture

    Carlos Heitor Cony

    Escritor, jornalista brasileiro, e imortal da Academia Brasileira de Letras.Estudou em seminário até quase ordenar-se, em Rio Comprido. Jornalista, foi um dos que se opuseram abertamente ao golpe militar de 1964. Como editorialista do Correio da Manhã, escreveu textos de crítica aos atos da ditadura militar. Já publicou contos, crônicas e romances. Seu romance mais famoso é de 1995, Quase Memória, que vendeu mais de 400 mil exemplares. Esse livro marca seu retorno à atividade de escritor/romancista. Seu romance, A Casa do Poeta Trágico, foi escolhido o Livro do Ano, obtendo o Prêmio Jabuti, na categoria ficção. (fonte:Wikipedia)

    104 Livros
    199 Seguidores
    Rio De Janeiro, Brasil

    Carlos Heitor Cony