A Novel of the life of the tormented genius who put so much of himself into his art that he found it difficult to maintain himself in ordinary society.
Lust for Life
Irving Stone, Arving Stone
"What did the hunger of his belly matter, when his spirit was being so well fed?"
Conhecer e entender a mente de Vincent é uma tarefa árdua, desconfortável e surpreendente. E, é claro, impossível. Irving Stone o fez brilhantemente. Eu vi muitas coisas, algumas não valem a pena serem mencionadas, mas eu diria que, pela memória e doce inocência do artista (mais do que qualquer um) que transmite beleza pela melancolia, a única coisa a ser saudada deve ser sua alma pura. Seria errado romantizá-lo, é claro. Era um homem desequilibrado, de fato, infelizmente. Entretanto, eu nunca vi (li) alma tão pura, tão consciente e tão sã. Me faz pensar se não somos nós os desequilibrados. Vincent parece jamais ter abandonado seu estado natural de ser humano, seu coração ainda é cheio de paixão e inocência, as pancadas constantes da vida são absurdamente pesadas para ele, ele não compreende a ambição, a urgência desesperada por tornar-se alguém simplesmente através do que você faz para ganhar dinheiro. Dinheiro, para ele, era algo pelo qual ele era obrigado a viver e, como um incapaz de fazê-lo por estar tão devoto a natureza, era obrigado a depender. Eu não sei, de fato, quando perdemos as paixões inerentes do ser humano, me recuso a nos ver como seres pensantes, animais racionais, quando nada do que fazemos faz sentido. Se poesia, música, arte, são as coisas pelas quais vivemos, por que não vivemos realmente? Lust for Life é uma lição, na verdade, Vincent estava sempre tão desesperado para aprender o que não lhe apetecia, aprender a maneira que era aceita simplesmente porque ele precisava que alguém, além dele mesmo, enxergasse o que ele pintava. O problema nunca foi ele mesmo, sempre foi todo o resto. Até hoje, não creio que alguém consiga enxergar o que ele via, é impossível, com a educação que nos foi dada, com o mundo em que crescemos, entender o que ele enxergava, o que ele pintava, em um mundo em que resta tão pouco, nada mais sobra para nos fazer altruístas o suficiente para remover a neblina que cobre nossos olhos. Ainda que conscientes, é impossível ver. Infelizmente, hoje os artistas estão todos presos em celas de carne e osso e ternos, embora, na verdade, hoje mais do que nunca, existam aqueles que possuem um conjunto profundo, olhos melancólicos dos oprimidos que não puderam lutar.
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