A organização do Congresso da Soter 2006 convidou as diversas faculdades católicas a rever a caminhada da Igreja na construção social dos países latino-americanos, em especial no Brasil, e as instigou a buscar novas alternativas diante dos desafios que ainda despontam. As respostas a tal desafio, com raras exceções, levantaram a problemática teórica da relação entre as religiões em geral e as transformações sociais, o que é bastante compreensível diante do clima em que vivemos, em que a religião e até mesmo a teologia são consideradas como centradas na transformação da sociedade em vista de uma vida mais justa e solidária para o conjunto da população, a começar pelos mais pobres. A obra espelha o resultado a que se chegou, sublinhando o fato de que o Congresso "ocupou-se da candente questão do papel que a religião desempenha no processo de transformação social. A temática foi discutida na sua complexidade, a partir de diferentes ângulos de abordagem e focalizando algumas das muitas formas históricas em que a experiência religiosa se manifesta hoje, principalmente no Brasil". Na primeira parte reúnem-se as cinco conferências gerais que tratam das CEBs e dos carismáticos católicos, das religiões populares, da questão do gênero, da nova espiritualidade e da questão do fundamentalismo e os fundamentos da vida. Segue-se um grande painel sobre "política, religião e transformação social no Brasil de hoje", com o objetivo de expor o contexto social e político em que atuam as religiões no Brasil, questão considerada central, colocada numa ótica sociológica. A segunda parte traz a contribuição de cada uma das faculdades: A Escola Superior de Teologia, da Igreja Luterana, em São Leopoldo-RS, A PUC do Rio Grande do Sul, A PUC de São Paulo, A Universidade Católica de Pernambuco, A PUC de Minas Gerais.
