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    d. pedro I - o imperador cordia - volume 3

    francisco alambert

    imprensa oficial
    2006
    60 páginas
    2h 0m
    ISBN-10: 8570604726
    Português Brasileiro
    3.8
    10 avaliações
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    a coleção fundadores da nação tem como objetivo principal resgatar a idéia de nação, de nacionalidade e, consequentemente, a identidade nacional. pretende-se, com esse projeto de longa duração, edificar uma galeria de figuras notáveis: o nosso panteão. aqueles que pensaram a construção de um brasil independênte.

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    Aline Bezerra Moraes picture
    Aline Bezerra Moraes11/09/2013Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Resumo do resumo

    Li este livro para ajudar minha mãe em um de seus trabalhos de escola, mas é claro que não foi nenhum sacrifício. Trata-se de um livro que aborda um período conturbado da história nacional de forma extremamente resumida, propício para leigos que, geralmente, necessitam que se vá direto ao assunto e não fique teorizando sobre o mesmo. Francisco Alambert, no início, trabalha a ideia de que D. Pedro foi um homem contraditório, "cordial" (no sentido trabalhado por Sérgio Buarque de Holanda em seu livro "O Homem Cordial"), que mistura o pessoal com o impessoal e que oscila entre o caráter bondoso e carrasco. No segundo capítulo, situa o leitor no período de conflitos e mudanças em que o mundo se encontrava (Revolução Francesa, Revolução Industrial, Independência das colônias, etc.). Mostra quão conturbado foi a ascensão de D. Pedro ao poder, seu governo e sua abdicação; repleto de revoltas locais, interesses particulares, contradições e articulações das ações decorrentes. Revela que a independência do Brasil foi descaracterizada daquelas feitas pelas colônias espanholas ou pela norte americana. A independência não foi um movimento nacional, movido e conduzido pelo povo em busca da identidade nacional e afirmação da condição de nação, mas sim uma jogada política, uma conveniência do momento, algo adequado à situação. O autor revela de um modo geral neste capítulo, que D. Pedro governou equilibrando os seus interesses entre Portugal e Brasil e a pressão entre ambos os lados o forçou a voltar para Portugal. Alambert segue com sua análise na pessoa de D. Pedro. Já no terceiro capítulo revela o caráter dos amigos do imperador, semelhantes ao do próprio. Detalha também o envolvimento com sua mais famosa amante, a Marquesa de Santos; o que revela o início de um traço marcante na prática da política nacional: o ganho político ou a ascensão política através de envolvimentos pessoais. Por fim, o autor conclui que o maior legado deixado por D. Pedro foi a Constituição, pois apesar das falhas e contradições que marcaram seu governo, ainda há traços marcantes desta Constituição na esfera social brasileira. Apesar das poucas páginas, o autor se sai bem ao trabalhar um assunto tão complexo de forma equilibrada e contida, pois se quisesse, renderia uma coletânea inteira de livros analisando os efeitos desse legado, desse passado.

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