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    Casa de encontros -

    Martin Amis

    Companhia das Letras
    2007
    204 páginas
    6h 48m
    ISBN-13: 9788535910254
    Português Brasileiro
    3.5
    14 avaliações
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    Décadas após a vivência num campo de trabalhos forçados na Sibéria, um homem retorna à região e numa longa carta à enteada revive os anos de sofrimento que passou ao lado do meio-irmão. Em Casa de encontros, Martin Amis se vale de recursos ficcionais para revelar dimensões obscuras do totalitarismo. O livro narra o acerto de contas de um velho russo com um passado que ainda o assombra. Ex-combatente da Segunda Guerra Mundial, ele esteve confinado durante mais de dez anos num campo de trabalhos forçados na Sibéria, acusado de traição política. Quase cinquenta anos depois, rico e repatriado nos Estados Unidos, ele volta ao país de origem e numa extensa carta à enteada revive o tempo de provação. No centro do relato estão seu meio-irmão, Lev, preso no mesmo campo, e Zoya, dona dos atributos físicos mais disputados de Moscou. Feio, gago, pacifista, Lev é o antípoda do narrador, cuja índole pragmática e violenta mostra-se determinante para a sobrevivência de ambos no gulag. Foi ao mais frágil, contudo, que Zoya preferiu entregar-se definitivamente e, depois de anos presos, é ele quem ela vai visitar na Casa de Encontros, como era chamado o local reservado para visitas íntimas. Os efeitos desse reencontro sobre os três personagens são decisivos - e é de seus desdobramentos que trata este livro. Os pormenores da vida no gulag sobrepõem-se às linhas gerais do terrorismo de Estado, e o panorama sociológico dá lugar aos dados da observação meticulosa do narrador: o périplo de um oficial sem mãos para acender um cigarro, os códigos tácitos entre os prisioneiros, os laivos de solidariedade fraterna, a exaltação às formas femininas. Em foco estão as contradições de um sujeito capaz de naturalizar o ambiente de opressão ao redor - e um triângulo amoroso em luta para se constituir. Capaz de conjugar a destreza do prosador tarimbado à verve do polemista, Amis compõe um comentário político que extrai intensidade justamente da criação ficcional. "Talvez o livro mais impactante de Amis [...]. Um trabalho poderoso, implacável e muito comovente: um trem-bala que mergulha fundo no horror que foram os gulags, conduzindo o leitor numa viagem aterrorizante por um dos capítulos mais dolorosos da história." - Michiko Kakutani, The New York Times

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    Martin Amis

    Martin Louis Amis (born 25 August 1949) is an English novelist. His best-known novels are Money (1984) and London Fields (1989). He has received the James Tait Black Memorial Prize for his memoir Experience and has been listed for the Booker Prize twice to date (shortlisted in 1991 for Time's Arrow and longlisted in 2003 for Yellow Dog). Amis served as the Professor of Creative Writing at the Centre for New Writing at the University of Manchester until 2011.The Times named him in 2008 as one of the 50 greatest British writers since 1945. Amis's work centres on the apparent excesses of late-capitalist Western society, whose perceived absurdity he often satirises through grotesque caricature; he has been portrayed as a master of what the New York Times called "the new unpleasantness".Inspired by Saul Bellow, Vladimir Nabokov, and James Joyce, as well as by his father Kingsley Amis, Amis himself went on to influence many successful British novelists of the late 20th and early 21st centuries, including Will Self and Zadie Smith.

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    Martin Amis