Muitas Vidas em Uma Vida -

    Lucy Bortolini Nazaro

    Clube de Autores
    0
    138 páginas
    4h 36m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Trata-se de um livro que traz uma história de histórias que nos convidam a repensar nosso cotidiano e acreditar que o preço do desafio nunca será demasiado grande quando há real interesse nele. Não há limites nem finitude para o CriAmor que existe em nós. Precisamos fazer a descoberta da generosidade divina para com o homem e da cumplicidade do universo em nossa própria trajetória, que nos parece finita. Quando descortinamos os véus que escurecem nossa paisagem, quando apalpamos a luz própria que cada um de nós recebeu não precisaremos mais buscar o brilho estranho, nem nos ofuscaremos com luzes alheias porque nossa incandescência nos será suficiente para o que nos propusemos fazer. Ninguém, sábio o bastante, sai para a floresta sem carregar seu facho de luz. Podemos até esquecê-lo em algum canto da viagem, mas saímos com ele quando a noite se faz escura na floresta. Onde foi mesmo que largamos nossa luz? (...) Não sei, mas sempre que me descubro sem luz, numa floresta escura, acabo lembrando que é minha a responsabilidade de lhe dar vida, iluminar. Não posso esperar de outro o que eu mesmo não faço. Somos seres de luz... Muitas vidas em uma vida! Quando olho para trás e olho a caminhada humana que trilhei, me vejo como uma alma que luta por se libertar de mim mesma, que quer compreender as muitas vidas que me impus, pela força de paixões impensadas. Costumo pensar que deveria ter racionalizado menos e intuído mais. Deveria ter vivido mais e desconfiado menos. Deveria ter acreditado mais e me descarregado da soberba de quem pensou que andar sozinho uma viagem inteira poderia ser mais produtivo. Deveria ter repartido mais as cargas que fui acumulando ao longo do trajeto. Confiado mais nas pessoas que quiseram andar comigo. Poderia ter visto mais o azul do céu e sentido o calor do sol na minha pele sempre escondida. Eu poderia ter construído um castelo, ao invés de uma choupana, com as mãos que se estenderam para mim. Mas, esqueci que eu era apenas um grão de areia e que sozinha jamais formaria uma praia. Ainda vivo muito desse esquecimento, as recordações vão e vêm como águas que se insinuam em marés, mas que recuam bem depressa. Preciso trabalhar essa lacuna de minha escolha, me envolver com gente que não se esqueceu de si. Não se esqueça de você!!! Você é um projeto do CriAmor que nasceu para dar certo!

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